quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Um dia fácil, caminho bonito.




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Ontem passei o dia em foz do Iguaçu, fazendo quase nada além de uma super verificação na Rocinante. Passei no hotel em que vou ficar na volta, deixei com eles coisas que não vou usar, principalmente a fantasia contra chuva. Caminhei bastante, serão dois dias inteiros sentado na moto até encostar na cordilheira.;


Saí do hotel em Foz eram 08:20 horario brasil, 07:20 horario Argentina (a partir de agora usaremos solamiente lo Argentino). Sim, cedo porque não ha previsão de chuvas na parte da tarde e o que se espera é muito, muito calor...   o céu estava totalmente azul, 20°C. 

Fui extremamente bem cuidado pela equipe do hotel, O restaurante/café da manha é médio mas consegui produzir meu almoço com os itens do buffet.... Também me preocupei em encher a garrafa térmica com muita água, gatorade e gelo. Ontem eu abasteci a mala com barrinhas, redbull e mais água...  todos estes itens ficam uma delícia a 35°C!!!


Acima: Para que aduana no Brasil??? Não ha ninguém verificando nada!!!



 Abaixo: Enquanto isso na Argentina a coisa é seria, verificaram todos meus documentos e abri algumas das malas, Apesar do volume a coisa funciona bem e vc é bem tratado.





















A aduana brasileira estava fechada, nestes dois dias passei seis vezes por ali e não ha NENHUM controle!  Absurdo e ridículo: à noite a coisa fica abandonada e entra e sai quem quiser com o que quiser.   



Acima: Ja tirei esta foto várias vezes, gosto dela!!  Espero tirar
muitas mais!  












A aduana argentina estava lotada, mas foi tranquila e rápida, entrei em Puerto Iguazu para comprar pesos Macri, e as 08:30 eu estava saindo da RP12 e entrando na RN101. Um caminho bonito e com uma linda vegetação. Há suaves montanhas e o caminho vai em um sobe-desce gostoso entre grandes fazendas  de reflorestamento. O sol estava esquentando a manha e nada de nuvens. Passei por aqui, neste sentido, em uma noite muito escura, quando fui pela primeira vez ao altiplano, em 2011 e depois voltando por aqui em março em um dia abafado. Nunca tinha visto este trecho em uma manha linda!




 Acima e abaixo: o paraíso verde!!!
































A estrada é sempre a mesma, mas você nunca é a mesma pessoa, em sete anos, tudo mudou. E muito!



















Acima: Quase em Posadas, beira do rio Paraná, divisa com Paraguay


Ha muitos guardas por aqui nos finais de semana, como hoje é quarta feira eu não vi tantas barreiras policiais. Mas fui parado duas vezes, como eu ja conheco o trecho, apenas mostrei os documentos e segui viagem, sem proza.

Há videos de verdadeiros idiotas brigando e ameaçando a policía caminera desta região. Típica atitude tupinambá e que só aumenta os problemas. Dá vergonha de ser motociclista diante deste comportamento.

São 280km, por um agradável lugar até Guarupá/Vilalonga, onde existe um trevo que leva a um caminho que dá a volta por fora da chatíssima cidade de Posadas. Isto corta uns 40min. da viagem. MAs precisava de almoço, gasolina e ar condicionado, entrei rumo à Posadas e logo parei num daqueles bárbaros YPF. Fiquei uns 15 min na fila para Gasolina e retomei a estrada eram 13;40m a temperatura ja estava em 32C.























A partir de Posadas (14:00. 33°C) o relevo fica cada vez mais plano, a estrada mais vazia e quase não ha guardas. Pena não estar com os pneus de asfalto, daria para andar a 140km/h ou mais por aqui.  (15:30. 33°C).  








Eram 17:30.   quando entrei em Corrientes, apenas 315km desde o trevo no rodoanel em Vilalonga, o céu estava 31°C, quente e abafado. A província se chama Entre Rios, é uma região baixa com água e pântanos por toda a parte.


Andei pela cidade prestando atenção. Na avenida principal, que corta a cidade, ha as pistas centrais e umas menores que seriam as pistas locais. Tudo beeem organizado (vide foto).
























O fato é que é proibido o transito de motos na faixa
central, e ha um postinho de policia que para todos  
os rarleiros paulistas rumo ao atacama e os esfola!

Dito e feito, passo pela marginalzinha e vejo motos presas ali!!  Ri muito!!!


Deixei o turismo pela parte beira rio para amanha...

Estava muito quente, 36°C. Eu queria muito ter  dormido em Resistencia, que fica logo depois da ponte, no mesmo hotel de março mas me pediram uma fortuna por uma noite. Entaõ vamos ficar em Corrientes mesmo. Contenção de despesas.

Check in no hotel antigo mas extra limpo.
A concierge é desorganizada e até malcriada.  Arrumo as coisas coloco as coisa para carregar e vou jantar a pé.


Amanha é o último e mais difícil trecho de deslocamento. A previsão do tempo não é das melhores, amanha acaba a moleza de céu absolutamente azul. Haverá uma cobertura de nuvens altas, a temperatura não passa dos 30C (graças a deus) e ha previsão de chuva na baixada ao norte daqui.  Em salta chove pela manha e o tempo se abre à tarde.


Vamos ver o que o chaco reserva para mim amanha!!






Como total curiosidade: Estou no meio do continente!!!  Daqui até Florianópolis são, em linha reta, 1.100km, e daqui até Chañaral  (vide post dia   31 dez  2011) são 1.170km.  Estamos em 27°27' de latitude sul, o mesmo da  Fortaleza São José da Ponta , em Florianópolis. E este é o ponto mais ao sul da viagem. 
































Acima: No meio do continente. Passando por ali pela terceira vez. Parece curto, mas te q ser feito com cuidado. Estrada facil, clima perigoso e policiais chatos. Não vale a pena andar rápido e os trouxas se ferram.





Etapa de hoje:  629.4
Tempo andando: 07:32 - quase recorde de lerdeza...
Tempo total: 9:23
Distância acumulada: 1.796,40 km







segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Chegando em Foz do Iguaçu




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Hoje foi um dia fácil e relativamente rápido. O hotel é muito gostoso, calmo mas não fiquei enrolando no café da manha.

Daí fui à uma oficina comprar uma lampada para o farol(... na verdade trocar, é chato p cacete, o gentilíssimo sr. Pedro .... fez o que eu sempre faço: Se cortou e queimou o dedo!!!). 



Saí com muita calma as 09:20,  20°C e um céu de brigadeiro.  Fiz o trecho de  84 Km entre Cambé e Maringá (saí em um atalho que evita a passagem pelo centro da cidade, este trecho que está péssimo).  O caminho então segue pelo fértil e rico Paraná. Mais 280 tranquilos km eu chego em Cascavel. Passar por Cascavel (mesmo pela avenida que sai pelo leste) sempre é lerdo e a descida da serrinha até Foz foi o drama de sempre.






















Acima: Saída de Cambé pelo riquíssimo oeste paranaense. Um mar se soja e árvores altas, frondosas e floridas.. você acha isso normal?  Espere para ver o que vou mostrar na 5a feira



Clima exatamente conforme a previsão: A temperatura demorou para subir dos 20°C para 29°C, sem nenhuma nuvem no céu! Como sempre, uma vez na parte baixa da serra a temperatura aumentou para 34 .

Como eu preciso poupar os pneus, principalmente em piso quente, eu andei extremamente devagar, por isso demorei tanto para cumprir somente 500km. 


Acima: Parada para água, maçã e o sanduiche feito no hotel...Em algum lugar entre Campo Mourão e Cascavel.


São 17:30, esta quente e extremamente abafado!

Amanha é dia de cuidar das coisas e observar a moto, esta é a última cidade onde eu tenho todo o apoio. Depois de amanha entro na Argentina e ando 1.500km  até a borda da cordilheira. 





Acima: Este trecho da perigosa serrinha que desce para Foz, Não paerce, mas aqui acontece cada acidente!!

Abaixo: o  Vale Que leva à Argentina e Paraguay




Não vou entrar em muitos detalhes por aqui e nem encher de foto um trecho que aparece neste Blog pela terceira vez...

estou às voltas com uma internet péssima!!!   Os hoteis dizem que tem rede wify para se colocarem em categorias mais caras...  mas na verdade a coisa nunca funciona!!!


Acompanhe o blog,  a partir de quarta feira a aventura começa mesmo!

Abaixo: Seis horas para andar 500km de retas e pistas duplas???  Fui extremamente devagar, de propósito mesmo!!! 































Acima: Este percurso só é facil se você não tem pressa.   Marquei londrina,mas na verdade o início foi em na bonita Cambé, 12km adiante.



Etapa do dia:  500,0
Tempo Andando 5:55

Tempo total 6:55
   
Distância acumulada: 1.167,0 km- corrigido com as andanças em foz.

domingo, 12 de novembro de 2017

Primeiros passos primeiro...


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Com muito empenho eu consegui aprontar a moto, a papelada e terminar meu último compromisso profissional antes do dia dez de novembro. 

Na sexta feira, um dia chuvoso, eu troquei os pneus, mais uma vez, La Señora Rocinante está calçada com pneus muito mais eficientes para off road (metzeler Karoo3). 
Estes pneus são solução para  cumprir longas etapas no temível rípio,  mas são instáveis, delicados e barulhentos para asfalto... Se chover ficarei mais feliz: os pneus no molhado se desgastam menos porque trabalham mais frios. Mais uma variável para ter que administrar...


A previsão do tempo era simples: chuva o dia todo com uma alivio da chuva do meio para o final da tarde. Portanto plano para este dia foi simples: sair depois do meio dia. MAAS às 05:30 o céu estava totalmente estrelado e a previão era de sol pema manha. Me antecipei e saí de casa as 06:20 aspesar da temperatura de 12°C.


Acima:










Acima: Madrugando em São Paulo, totalmente fora da previsão, uma manha de sol!

Abaixo: Quilometragem inicial


























Como vimos, da minha casa até o hotel em foz do Iguaçu são 1.050km. Saindo cedo, dá para ser feito em um dia, mas eu tinha que ficar de olho na Rocinante para ver se nada quebra depois de tanta oficina. Então dividi o roteiro em dois trechos, um até Ourinhos e amanhã para Foz do Iguassu. Terei dois dias para acertar umas pendencias e para curtir o Dutty Free, mania de paulista. 

Como sempre faço por aqui, parei no impecável posto Rodoserv Star, para alguma gasolina e uma verificação na moto. Sempre dá medo de uma pane nos primeiros dias.

A manha foi com muito sol e sem movimento na estrada. Já que eu tinha tempo de sobre decidi pelo caminho mais longo e lento, via Avaré. A temperatura subiu de 11°C para 24°C cheguei em Ourinhos eram 11:30. Como havia tempo e a tarde estava gostosa, resolvi esticar o trecho até Cambé (cidadezinha logo depois de Londrina) onde conheço um ótimo hotel. Por mais que eu goste de Ourinhos, não havia nada a se fazer ali, então continuei a andança. 

Abaixo: Cruzando a represa em Avaré, é sempre muito bonito!





Estou confortável no hotel em Cambé, são 15:30  Sol  33°C  Até agora foram somente 573 km.... menos de dez por cento da viagem. 


By the way, Cambé é uma graça!!  calmo até demais, simples e extremamente em ordem... estou feliz de ter parado aqui e não na manjada londrina.


Não vou entrar em muitos detalhes por aqui e nem encher de foto um trecho que aparece neste Blog pela terceira vez...


Amanha chego em Foz do Iguaçu. Somente 490km mas beeem chatinhos... isto depois de ter q resolver uma lampada queimada, a tampa da gasolina que abre e barulhos no para brisas novinho... 













 Acima: Nada de especial neste trecho, a não ser o clima típico nesta época do ano. Os ultimos 200km antes de foz do Iguaçu merecem muito cuidado... é beeem perigoso! depois, em São Paulo, eu monto este mapa com os dois trechos e marcando  a simpática Imbé.





Etapa do dia:  573,1km
   Tempo Andando 6:18
Tempo total 8:05

Distância acumulada: 573.1 km





domingo, 5 de novembro de 2017

O roteiro esta pronto!!!


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Quem acompanha o Blog sabe que meus planos eram ir ao sul, uma das duas partes que estão faltando no projeto de cobrir a cordilheira.

Trabalhei bastante para montar um roteiro para a Patagonia. Cheguei então o caminho em dois trechos com uma linha divisória em Puerto Madryn. Gostei muito do resultado! Eu ja estava até buscando os hotéis e resolvendo as burocracias.

Mas durante as noites, lá pelo meio das madrugadas frias de setembro e oububro, algumas vozes me acordavam. Eram Ínti e la Puna me chamando de volta para resolver assuntos mal acabados na viagem de março.

Sonhava com a aridez,  com o silencio, a altitude, as estradas precárias, as cidades valentes e toda a alegria de passar por toda aquela dificuldade. E as vozes me acordavam à noite: "Você tem assuntos mal resolvidos nos desertos de Salta e Jujuy".




A RP33 proxima a Salta, repare as montanhas altas com vegetação, coisa raríssima naquele pedaço de mundo!!! (março de 2017)






























Como ensaio, e para acalmar as vozes noturnas, gastei algumas madrugadas montando uma planilha com um roteiro que cobrisse o que eu não consegui fazer em março naquela primeira etapa ao nada (vide post 15 fevereiro 2017).O motivo do fracasso foi o clima. Chuva em uma época quen deveria ter sido quase seca... Ah.. Verdade, muitos dizem que no atacama nunca chove...























































Nunca chove no Atacama???  E esta água vem de onde??? RN40 ao norte de San Antonio de los Cobres, ali a estrada sempre passa por baixo da água. (março de 2017)


Fiquei apreensivo, a melhor época seria no final de outubro, dias muito frios, muito céu azul e sem chuvas. Como já vimos, eu não gosto de calor e as chuvas arruínam meus projetos, então os meses de dezembro e janeiro estão fora de cogitação. Na segunda quinzena de novembro o clima começa a piorar, trazendo as tempestades de dezembro.

Durante as madrugadas frias de setembro considerei algumas alternativas. Como estou sem dinheiro para uma etapa ao Peru, foquei no que eu não consegui fazer na região de Salta e Jujuy durante a viagem de março. 

 A janela é mesmo novembro, e já estávamos em meados de outubro e muita coisa tinha que ser preparada, principalmente cuidar da Sra. Rocinante. E eu tinha um trabalho que se encerrava dia 9 de novembro...

Eu já tinha quase todas as peças necessárias para uma manutenção bem profunda na motocicleta, mas depender de mão de obra é sempre uma incerteza. Ela entrou na oficina dia 9 de outubro. Só saiu no dia 30 por causa de muito esforço e dedicação do queridíssimo Daniel Basconcello (somente 40 anos trabalhando com BMW...). Dias 2 e 3 de novembro andei bastante com ela para ver se nada enguiçava: Não se deve tirar NADA da manutenção e colocar em um projeto tão difícil sem testes. 





Acima: Eu me assustei quando vi a Rocinante neste estado!!

Abaixo: Nada como amigos, Daniel, Guilherme (outro andinista)e a Rocinante quase pronta....  (28 de outubro 2017)

































































Além de cuidar da moto, cuidei de mim mesmo: regime e academia, para ter folego para  altitude e força para levantar a Rocinante só com a ajuda do vento...

Vamos então voltar à um lugar especial. O lugar se chama Puna Jujeña, que os novatos chamam de Atacama.

Mais uma vez a pergunta que meus amigos fazem: O que tem lá pra fazer???  A resposta é NADA!!!

Para tentar entender esta minha mania de ir ao nada, vale a pena ler o post de 15 de fevereiro onde explico o por que eu adoro ir onde ninguém vai. E para quem entra agora nesta história, vale ler o que é o Atacama.




Acima: A RN40 ao norte de Cachi, aquelas nuvens, onde nunca chove, arruinaram a estrada e meu roteiro. Beeeem la no fundo, naquelas montanhas nevadas oa norte fica o Nevado de Acay.(março de 2017)


Abaixo: A RP33 em Cachimpampa, entrando o colossal vale  a 3.400m de altitude, ao fundo o bloco principal da cordilheira. O clima não deveria ter sido assim naquele março de 2017.










Então, faço minhas as palavras do magnífico Niel Armstrong:



 “ Why are we going? Because it´s there!!!”








Acima: A RN40 ao leste de susques. A esquerda fica o Salar Grande e beem la no fundo chove! 3.450m de altitude, 9 graus celsius, este lugar é o nada...(março de 2017)

Então vamos de volta ao nada!!!  Você me acompanha mais uma vez?