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segunda-feira, 1 de agosto de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
O último trecho.
E um passeio por Colonia del sacramento...
Depois de passar a tarde vadiando em Puerto Madero, chequei no Uruguay eram 22:00. Os quatrocentos e trinte quilómetros, o calor infernal e as confusões com o embarque para o Uruguay me deixaram realmente cansado e morrendo de vontade de sossegar em algum canto. O detalhe é que o barco que eu tomei me deixou em Colonia del Sacramento, longe 200km a oeste de Montevideo. Ou era isto, ou teria que dormir em Buenos Aires. Humpf.
Eu nunca fiquei em Colônia, sempre saí de lá direto a outro lugar. A surpresa foi ótima. Um lugar muito bonito e charmoso.
Farol construído sobre as ruínas da antiga fortaleza espanhola
De colônia até Punta del Este são 290km, no caminho que eu segui, indo pelo interior e não por Montevideo. Mais divertido, não tem policia e tem curvas... bem.... algumas...
Bem... ficamos por aqui. Este é o fim desta aventura, resultado muito planejamento e acima de tudo muito apoio, orientação e paciência dos meus amigos.
Agradeço ao Otaviano pelas dicas, ao Izzi pelo apoio, dicas e por encorajar, ao sempre presente Zé Ricardo e à turma da SRO que cuidou da empresa nestes dias, o Marcel, Ivo e à carinhosa Fabiana.
Um abraço Muito especial à Silvana, Debora, Marcelo Almeida, Claudia Cize e Claudia Cunhada, Betinho, Pelayo (meu controlador de voo), Kelly, Guigo Fausto, Monica, Filipi, Flaviana, Yrio, Carlos Lundmann... Aos meus 21 seguidores do blog...
Ao Fabiano que quando me vendeu esta moto me disse:
“ você que vai cada vez mais longe, precisa de algo assim...”
Ana Paula, Fernanda e Paulo que tem toda a paciência comigo nas oficinas da Officer.
Ana Paula, Fernanda e Paulo que tem toda a paciência comigo nas oficinas da Officer.
Acima: estátua em homenagem ao motociclista!!! A única que eu vi em qualquer lugar do planeta!!!
Especial para minha família que esteve junto via este blog ou sms do celular...
Carinho aos incontáveis anônimos que me deram dicas, apoiaram, alertaram, torceram, resolveram pequenos problemas ou ficaram de proza comigo em postos de gasolina por estes 7.300 km.
Dia de atraso e confusão... Não cheguei onde queria mas estou perto...
A tarefa de hoje era moleza: sair de Balcarce e ir até Punta del Este... só que para tanto eu usaria de novo o fantástico Buquebus...
Paris? França??? É Balcarce mesmo!!!
Super-estimei a moleza... o café da manha do hotel era fantástico, gastei tempo onde não devia, a estrada veio devagar por causa do excesso de barreiras policiais e radares e me confundi com o horário do Buquebus. Resultado, não embarquei no buque das 15:00 para Montevideo, como era meu plano. A solução foi embarcar às 20:00 para Colonia del Sacramento!
A alternativa era dormir em Buenos Aires e pegar o barco para Montevidéo as 07:00... eu me conheço: eu iria perder o barco de novo!!!
Sabe que foi bom... conheci gente legal e gastei a tarde (sem nenhuma nuvem no céu e um puuuta calor!) andando por Porto Madero, dica da Iara!
Portanto algumas imagens de hoje e amanha imagens de Colonia del Sacramento que é muiiiitoooo legal!!
sábado, 8 de janeiro de 2011
Distancia esperança!!!
...ou fuga de Choele Choel!
(se pronuncia “ tiôlêtioél”, muito engraçado...)
Acordei cedo e pista!!! Não via a hora de sumir daquele hotel!
Pelas oito estava na a estrada e às 10:00 estava chegando no Rio Colorado (o legítimo...). Céu com poucas nuvens, frio mas sem vento. Desta vez a estrada bateu o recorde: 174km de reta!
Pelas oito estava na a estrada e às 10:00 estava chegando no Rio Colorado (o legítimo...). Céu com poucas nuvens, frio mas sem vento. Desta vez a estrada bateu o recorde: 174km de reta!
Durante o café da manha, conversando com Argentinos, a recomendação foi de não seguir ao norte até Vila Rosa e depois pela Rn5. Indo via Bahia Blanca, Mar del Plata ( a praia grande deles!) e depois para capital eu iria andar uns 150km a mais, mas com muito mais segurança e rapidez.
Como a missão era andar o máximo possível, porque preciso chegar ao porto de BA (1005km) até as 15:00 do dia seguinte, e para que este trecho não se torne uma maratona tipo “ Distancia esperança”, resolvi rever o trajeto e encarar a coisa de maneira mais leve.
Mas quando se cruza o Rio Colorado (não aceite imitações!) toda a vegetação muda, surge um cerrado com pequenas árvores e muito capim. A tempestade deixou tudo verde, e várias carretas que o vento empurrou para o acostamento! Elas saem da pista, descem o leve barranco após o acostamento e atolam na várzea, depois vem uma turma de caterpillar e tira a carreta intacta. Bem mais civilizado do que acontece em "outros lugares", ou seja: a carreta tomba, bloqueia a pista, demora um dia com a policia interditando tudo e com os manos roubando a carga.
Outra coisa engraçada, TODOS os motociclistas ficaram hangarados e voltaram para a estrada hoje! O que eu fiz de amigos nesta manha!!
Bahia Blanca consegue ser pior do que Cubatão... de longe!. O porto e terminal petrolífero está cheio de indústrias, refinarias, mocós, caminhões, buracos, favelas e não há nenhuma placa indicativa ou árvore. O lugar fede o que ele produz: amônia (cheiro de xixi), sulfatos (cheiro de peixe podre), refinarias (cheiro de óleo queimado) e muita miséria (cheiro de problemas...)...
Saindo de lá se entra no rico pampa Argentino: Trigo, Grãos e gado. È época de colheita de trigo, eu eu já tinha sido avisado: Cuidado com maquinas agrícolas na estrada! Bem, eu imaginei uns tratorzinhos, uns Tobatinhas... vejam pelas fotos o que anda pela rodovia...
Cada vez que eu via um no horizonte, reduzia e ficava esperando a confusão: atraz deles sempre vem um afoito, e como o artista não vê nada, resolve ultrapassar e sempre cria aquelas situações de risco, em vi fácil umas quatro, ainda bem que eu estava longe só assistindo!
Cada vez que eu via um no horizonte, reduzia e ficava esperando a confusão: atraz deles sempre vem um afoito, e como o artista não vê nada, resolve ultrapassar e sempre cria aquelas situações de risco, em vi fácil umas quatro, ainda bem que eu estava longe só assistindo!
Olha o tamanho da encrenca!!! E sempre com algo no reboque!!!
A última hora antes de Balcarce foi fantástica! A região é rica e linda, final de tarde, céu azul e sem fazer calor. Já estava ficando cansado, cheguei em Balcarce, que é muito mais arrumada do que eu imaginava, e fui direto ao Museo Fangio. A visita ao museu eu mostro hj a noite!!!
Rarleiros aprendam:
Fui para para tirar umas fotos... e a moto afundou no barro...
Primeiro você tira todo o peso dela Rarleiro, tire todos os cromados e fitinhas de couro... vc consegue sem seu mecanico!!!
Rarleiros: Tirem também o casaco de couro com o bordado " Born to be Mild", os óculos de gatinho e o capacete nazista...
Daí vc vai a caminhando procurando onde o chão está firme, onde há pedras e etc. Rarleiro, será que vc consegue fazer isto sem o seu bando?
Saiba exatamente por onde vc vai sair. Rarleiro: faça isso sem telefonar para seu motoclube!
Pronto! Vamos seguir viagem!! Rarleiro: Cerveja agora não!! ainda tem estrada pela frente, mesmo que vc só irá por mais 12 km...
De lá até o porto do Buquebus são fáceis e rápidos 428km.
![]() |
| O caminho finalmente" O porto de Bahia Blanca fica bem no meio do caminho! |
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Amanha é o dia!!!
Vamos fugir daqui!!!
Olha o céu as 20:00...
Tenho um dia e meio para 1.005km... fácil...
Dureza está sendo ficar aqui!!!
não aguento mais os programas de auditório na TV, na HBO só passam os mesmos tres filmes...
A noite no cassino foi absolutamente entediante!
tudo pronto para amanha...
Olha o céu as 20:00...
Tenho um dia e meio para 1.005km... fácil...
Dureza está sendo ficar aqui!!!
não aguento mais os programas de auditório na TV, na HBO só passam os mesmos tres filmes...
A noite no cassino foi absolutamente entediante!
Céu azul.. e até a caminhonete é azul.. obrigado à Difunta Correa!!! (compare coma foto tirada as 12:00)
De Neuquén... ...a lugar nenhum!!!
Saí tarde de Neuquén, pela manha o céu estava nublado (temp. 24 graus) e eu imaginei que seria bom porque não sofreria com o calor... hummmm quem dera. Gastei tempo procurando uma casa de cambio para me livrar de uma coleção de pesos Chilenos, depois tentando trocar o óleo da moto...
Neuquén é a capital da província de Neuquén, a única rica em petróleo. A cidade é beeem melhor do que eu imaginava, rica e em ordem com um comercio legal e sofisticado (para padrão interior da Argentina...).
Saindo da cidade, logo se entra na província de Rio Negro, a estrada que tenho que seguir é a única ligação importante, passando por dentro de várias vilas e cidades, resultado: filas de carretas e carros. Se anda devagar e o céu não estava nada encorajador.
Saindo da cidade, logo se entra na província de Rio Negro, a estrada que tenho que seguir é a única ligação importante, passando por dentro de várias vilas e cidades, resultado: filas de carretas e carros. Se anda devagar e o céu não estava nada encorajador.
Neste trecho do enorme platô que é o deserto, os rios Negro e Colorado (o original é este, onde a Bebel está é a cópia...) cavaram cada um seu Canyon largo e longo. Dentro do canyon do Rio Negro, o solo é fértil e por aqui só se vê cultura de frutas e todas as indústrias neste setor, de sucos a conservas.
Eu reclamei muito da estrada no vale, trafego obras e semáforos... O pior estava por vir. Saindo do vale, subimos um pouco e de volta para o deserto. Daí a porca torceu o rabo!
O tempo foi fechando... 200 km de viagem e a coisa começa a ficar impossível. Chuva forte, pouqui´ssima visibilidade e muitas carretas e ônibus, ultrapassá-los não era nada divertido.
A temperatura foi caindo e caindo... Quando deu 18 graus eu parei para colocar o kit frio\ chuva, a garoa logo virou chuva, a temperatura foi para 14 graus e para completar o molho veio um vento lateral com rajadas de 40km\h.
Apareceu na estrada uma carreta da YPF, eu andei um tempão atrás dela, depois passei e resolvi voltar p detrás dela. Aguentei uns 120km deste clima até chegar a um confortável posto da YPF (realmente são bárbaros...) para um café quente pq gasolina eu tinha sobrando.
Choele Choel...
O motorista da carreta veio sentar comigo, tomar algo quente e foi muito amigo e útil. O caminhoneiro me disse que para frente de Choele Choel a estrada está nova e toda sinalizada. Mas me alertou sobre os ventos, que balançam a carreta dele... Imagina só. Realmente, voltei para a estrada, andei exatos 20 km e resolvi voltar para dormir na diminuta Choele Choel. Que fica a pelo menos 250km de nada...
Mira mamá!!! Dos estrellas!!!
Não é o Bates Motel, mas está quase...
Achei um chiquérrimo hotel de 2 estrelas e estou aqui, secando as roupas, vendo televisão, reprogramando tudo e reservando para talvez atrasar tudo um dia.
Até a tempestade passar...
Até a tempestade passar...
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