segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Paso de San Francisco



Já está Funcionando
 o novo sistema de índice para facilitar pesquisas:


Logo à direita voce encontra
um link para o índice por assunto.

               Experimente!!!


Olá!!!  Você que está pesquisando sobre os Andes e encontrou esta postagem, não deixe de escrever um comentário!

Do lado direito superior da tela ha o link para o ìndice. Ha varias passagens que eu tenho certeza de uqe você irá gostar!! 

Um Abraço, Kiko Barros.














Novo texto revisto e com a narrativa do trecho até Fiambalá - versão novembro 2017



ALGUNS COMENTÁRIOS FEITOS EM 2019



Agora que a net voltou... ou acabou a ressaca do carinha que liga o wi-fi aqui no hotel...  vou publicar as imagens do dia 31 com alguns comentários. 

Quando estiver no Uruguay completo a história.

Acima: Estatua à Liberdade - cedida pelo governo Chines comemorando o resgate dos mineiros em  Copiapó.








Acima: Na parte baixa do caminho, muito usado por grandes carretas das mineradoras. Repare no piso perfeito de terra com bischofita



O caminho do paso começa a 600m de altitude aprox, confortáveis 25C. Saí de Copiapó e andei por  uns 50km até a saída da estrada para o Paso. O dia amanheceu Nublado. Reparem na neblina que começa a se desfazer. O visual com a névoa é algo!


Realmente, o dia amanheceu até frio, totalmente coberto com baixo Cumulus...  feio... Os primeiros 40km são dentro de uma área industrial, feia e cheio de Autocaminhones. Não houve novidade porque no final da tarde do dia anterior eu fui até a placa que indica o paso de S Fco e andei alí por coisa de 800m. O sol se pôs e eu ainda estava por ali... foi lindo!


Aqui nada enferruja... esta é a caminhonete de apoio esperando a equipe de pavimetação da estrada...

1.000 metros e 19 Graus... muuuuito gostoso!!!


Ruínas Incas???   não, de uma vila de mineiros... (que trabalham em minas e não nasceram em gov Valadares...)

O caminho é um show!! O vale é largo, as montanhas altas e sem nenhum vegetal. Eu estva preocupado com o cambio roncando e torcendo pára o piso continuar naquela ótima qualidade. O visual com a neblina se desfazendo foi algo indescritível!! Estava seguro e tranquilo.

A direita saída para uma das minas ainda ativas. Por conta dos caminhões pesados, as estradas "aqui em baixo" são excelentes!

Logo chego à primeira grande bifurcação. Esta saída para a direita leva a um pequeno oásis chamado La Puerta (2.000m altitude) . De La puerta em diante há um caminho que leva ao imenso vale de  Maricunga pelo vale de El Peñón. Se chega ao salar de Maricunga pelo lado SW (a adunana está do lado NE). Este caminho é inóspito e dificil... quase passei por lá em 2017.

Aproveitando o assunto... pra quem é macho messssmu (não para quem pensa que é só porque foi à Ushuaia em moto americana..)  existe o Lago Negro Francisco (cerca de 70km em linha reta ao S da aduana de Maricunga), fica a 4.150m de altitude. Depois da mina de ouro Marta (já abandonada). Como os flamingos e vicunhas não gostam de turistas, e ninguém são vai lá... o lugar é coalhado de vida selvagem. Dureza é chegar e sair daquele buraco! Eu ainda publico uma foto minha em Negro Francisco um dia... Aguardem!!!














Depois eu não sei porque o cambio ronca... repare o reservatório de gasolina (azul) inflando com a queda da pressão, este simpático botijão é quadrado, na foto parece um baiacú!!!!

As garrafas de água se soltaram ao longo do caminho. Perdi Uma delas. PUTA burrada!!! Não usei nenhum litro da gasolina extra que eu levei. O consumo da GS em grande altitude cai muito, andei quase 620km com este tanque de gas (33l) Por outro lado eu não tinha nenhum cobertor e pouca água de reserva. Que em uma emergencia, teriam sido mais importantes do que gasolina extra...

Não, não são Llamas...  são a versão andina da minha moto!


Apesar de sem pavimento, esta estrada é fantástica!  Sem trancos e com muita aderencia.  Ando com toda a calma entre 80 e 100 Kmh. Repare: não há vegetação, pássaros ou animais... nada se move ou dá sinal de vida. 




Repare nas linhas de alta tensão, ao fundo. levam energia para 4 mineradoras muito grandes que estão na área. Um pouco de cobre e ouro (o ambicioso e psicótico Diego de Almagro passou fome e frio pisando em ouro...), Silício e alguns metais raros. A estrada nesta parte só é excelente por causa do tráfego de caminhoes muito pesados. Passei por só uma destas carretas.


Parada para abaixar a pressão dos pneus, para água e Duraznos.

Na próxima viagem virão mais frutas e mais água. Geralmente depois da primeira parada eu me sinto mais relaxado e mais à vontade. Eu só relaxei após esta parada. No final deste vale a coisa ficou séria, aconteceu o primeiro trecho de piso ruim com subidas muito íngremes. O piso e as montanhas tem a mesma cor: este salmão amarelado, cor de pó de arroz. O céu é isto mesmo: azul profundo, silencio e vento.



Eita serrinha difícil, você reconhece onde está a estrada? 

A paisagem e o silêncio são incríveis! Por muito tempo, tudo o que se vê tem esta cor marrom claro roseado. Neste trecho já existem algumas obras para retificar o traçado e pavimentar a serra. Além de alguns caminhos feitos para provas especias do Rallie Dakkar que aconteceria ali 4 dias depois.

Depois desta serra, que vai até 4.400m se desce até um buraco chamado Caballo Muerto. Agora entendo por que do nome. Logo após los caballos muertos, se abre o vale do Salar de Maricunga, onde está a aduana. Neste salar, há alguma umidade na superficie e algumas poças dágua, estas refletem  ao céu uma cor azul claro esverdeado sobrenatural. Não entendo pq a máq. fotográfica não registrou este hipnótico azul.


Aqui começaram os problemas: algum engenheiro chileno jogou um pedrisco muito fino por toda a estrada. A GS carregada vai bem mal neste piso. Agora eu percebo os primeiros sinais de
cansaço na altitude, mal aguento andar de pé em cima da moto.


Chegando na aduana Chilena, no salar de Maricunga. Ao fundo o conjunto demontanhas que forma o parque nacional Tres Cruces, e o caminho para Argentina.

Estava MUITO FRIO. Acordei todos na aduana. O processo é burocrático mas não demorado. Vc  sempre é tratado com muitíssimo respeito. Na espera para ser atendido rolou a vontade de uma saudável soneca. Eu deveria ter dormido um pouco ali. Dica: sentiu soninho? DURMA!

Acima, Foto tirada a 3.780m altitude. O Chile fica para trás. Pena pelos lugares e pelo visual...  mas eta mulherada feia!!!

Acima: Vista da saída do vale de Maricunga, já pelo horroroso piso de cascalho solto, o vale verde se chama Rio de lava, o que passa alí é um córrego. A temperatura começa a baixar e o vento aumenta. Foto tirada a 4.280m altitude. 


O caminho por La Puerta entra em Maricunga pelo lado esquerdo da foto, Também  à esquerda é o acesso ao misterioso Negro Francisco.
Foto tirada a 3.880m altitude. 

A estrada está sendo pavimentada. O trajeto sendo retificado, eliminando milhares de curvinhas e precipícios. Vai ficar muito melhor e mais fácil.


A obra de pavimentação foi retomada em 2014. Ritmo ultra lerdo. Estive la em 2017 e o traçado estava retificado, mas sem a pavimentação. Entre a Laguna Negra e o Tres Cruces o piso estava a sucursal do inferno. Vide meu post " deixando de ser teimoso" em 27 fevereiro 2017. Em 2019 a obra de pavimentação foi parcialmente concluída. O trecho da aduana em Maricunga até o Tres Cruces está pavimentado. A descida até maricunga e a aduana estava pavimentada desde 2017. Os trechos entre a fronteira e a laguna ainda estavam em obras, mas com o traçado novo, muito mais fácil.


Logo na saída da aduana existe um trecho de coisa de 7km pavimentado mas sem pintura... fui feliz olhando Maricunga a minha direita. qual a surpresa que tenho quando acaba os asfalto, o leito todo coberto de cascalho grosso, uma camada alta e fofa. Onde ainda não existe um pouco de asfalto, ou cascalho pintado de preto, os chilenos cobriram a estrada com uma camada espessa de cascalho grande e solto. O piso era fofo até para andar a pé!

O pneu traseiro cavava  buracos quando eu começava a andar, a moto ia balançando. Eu não conseguia andar a mais de 30kmh. Daí resolvi sair da parte coberta para andar sobre a lateral que estava terraplanada com cerca de 40cm de largura. Andava melhor, mas haviam valetas e enormes pedras soltas...  melhor foi voltar para o cascalho...

Dez cm de cobertura destas pedras soltas. Impossível andar sobre isso!! Tentei todas as regulagens e truques de suspensão. Difícil, cansativo e lerdo. Foram "somente" 80km deste sofrimento a 30 ou 40 km\h!!!

O Trajeto é moleza! Nada ingrime... qualquer toyota corolla faz...    mas estas pedras soltas...  


Em um raro trecho já asfaltado com 800m de comprimento.... humpf.!!! Ao fundo todos os tres blocos do magnífico Vulcão Tres Cruces!!!

O Vulcão Tres Cruces é magnífico! excepcionalmente estava sem neve nos picos. Neste trecho, que é um planalto a cerca de 4.200m eu via perfeitamente a estrada antiga. Como a estrada nova estava coberta do impossível cascalho, resolvi sair pelo deserto até a estrada antiga... A 5 km/h desviando de tudo.  Os primeiros 50 metros foram fantásticos... mas logo começaram os buracos e valetas. Terrível mesmo é uma poeira muito fina que se acumula sobre os buracos. Não se consegue reconhecer onde é piso duro e onde é uma poça desta poeira pois fica tudo nivelado e liso. 

Lá pelas tantas passo por uma gigantesca depressão que estava coberta com o tal pó!  A moto balançou demais, o guidão deu o maior chimming e achei que eu seria jogado fora da moto. Para minha sorte eu estava rápido o suficiente para a moto não parar naquilo e a coisa voltou ao normal apos o pneu dianteiro encontrar solo firme. PUUUTA SUSTO.

Após vencer mais uns trezentos metros de deserto e passar por cima do murinho de terra que protege a nova estrada, voltei para o lastimável cascalho e parei para descansar.





























Acima: Parece fácil, o piso parece liso, o dia parece lindo... Ao fundo o Vulcão Trez Cruces 6.749m. Note a cara de saco cheio... 



Depois de 60km de pedras soltas, 4.550m de altitude, vento muito forte e 12C. Parada para água e comida. me sentei na beira da estrada e fiquei olhando tudo pelo binóculo, é tudo lindo. Quem sabe um dia com o asfalto pronto...   

Começaram os efeitos da altitude e desidratação: me sentei no monte de cascalho com o binóculo e sem perceber se passaram 40 minutos olhando pro mesmo lugar!!! Depois de quase meio litro de água e uns chocolates, eu voltei a pensar mais ou menos normalmente.



Acima: Este agradável e aconchegante lugar se chama Mulas Muertas...  por que será que tudo por aqui vem com o sufixo Muerto? Mesmo que as mulas morram, o lugar é maravilhoso!!! 

Abaixo: logo à frente, las Barrancas Blancas, ao fundo um maciço de  vulcões. No vale láaa na frente fica a Laguna Verde, que também está Muerta!

Acima: Complexo vulcânico Nascimiento, com seu pico mais alto bem ao fundo.

Acima: O Ojos del Salado está bem a direita na foto. Imediatamente a direita da placa se vê o Vulcão El Muerto com 6.450m de altura. Foto tirada a 4.460m altitude. 

Acima: O Ojos del Salado só apareceu neste momento, o vulcão mais alto do planeta, 6.853m. Está ativo com sua última manifestação em 1993. Repare nos caminhos marcados no deserto.

O trecho das fotos acima continuava sem pavimento em 2019
.
Se eu não estivesse tão cansado da estrada péssima e já meio biruta da altitude, teria seguido a trilha para o Ojos del Salado trilha até uns 5.200m de altitude. ( ah! Ah! Ah! AH! AH! sentado na minha cadeira em São paulo é fácil dizer isto!!!)



No dia seguinte ele estava ainda mais encoberto. Eu volto para cá... só para chegar mais perto dele!!!


Passei meses estudando a Plaza de Volcones (o nome deste lugar) a maior concentração de vulcões no planeta, e o Ojos del Salado esta encoberto!! Um Puuuta  vento Sul, as nuvens se movendo muito rápido ...este lugar não é para curiosos, apesar da estrada ser fácil.


Hernán Donoso e su señora!!  O mais que simpático casal que estava passando uns dias no abrigo na Lagoa Verde (ou Laguna Muerta...). Ele instrutor de alpinismo e guia ao Ojos del Salado. Simpatisíssimos!!!


Parei na Laguna Verde, um lugar Hipnótico, e encontrei o casal Donoso. Aliás, TODAS as pessoas que eu encontrei pelo caminho foram legais, interessantes e muito diferentes. Tomei uma Puta bronca do Hernán!!  Ele me  disse que eu me movia muito rápido, falava rápido e não respirava. Naquele lugar não ha pressa para nada, disse ele. Cada gole de ar é mais raro que um gole de vinho... Esta lição me foi muito útil!!!!


Acima: A lagoa é indescritível!!!  Ela é grande, a água absolutamente transparente e o fundo de rochas claras dá um senso de profundidade único!  A medida que o sol e as nuvens se moveram, a cor que a lagoa irradiava mudava de tom, a cada cinco minutos a impressão é que tinha trocado toda a água do lugar!  O vulcão mais próximo e à direita é o El Ermitaño, 6.146m. Esta cabana é usada por alpinistas para se aclimatarem antes de continuar a subir. Ficam no mínimo 4 dias antes de prosseguir.





Fiquei ali por cerca de uma hora. A água é salobra, cheia de minerais diferentes, por exemplo cobre e arsênico, daí a cor. extremamente transparente e geeeelaaaada!!!! Saber que não se pode nadar alí por causa da temperatura e saber que não há vida na lagoa deixa o lugar meio fantasmagórico...

Lógico que eu pus os pés e molhei as mão na lagoa!! Quando seca sobra um sal branco muito fino que cola em tudo... na mão nas botas, na camera fotográfica... a agua é extremamente salgada e fiquei enjoado de experimentar.



Acima: Ao Fundo da foto aparece o complexo vulcãnico Nascimiento.Foto tirada a 4.340m altitude.  

O gentil casal. Procurei, sem sucesso, contato com ele durante estes anos...  nunca mais o encontrei.



Oooopsss!  Moto Muerta!!! graças ao Hernan voltei pra estrada.. repare que a foto está torta! Primeiros efeitos graves da Puna!


Acima: Complexo Vulcanico Falso Azufre, 5.890m

Acima: faltavam dois km para o Paso. Esu estava quase arruinado de cansaço e totalmente Punado...  à direita o Vulcão san Francisco, que dá nome ao lugar.


Faltam dois Km....   8 graus e 4.650m. Começo realmente a sentir La Puna!!! Assim que pulei para fora da moto me deu vontade de desmaiar, me segurei na moto e respirei muito, me movi muito devagar e passou.  Pensei que aquele lugar logo se chamaria Kiko Muerto......  bem melhorou um pouco somente...   eu fiquei beeem biruta!

Em 2017 o trecho entre o paso e a laguna estava com seu trecho totalmente retificado, mas ainda em terra. Foi muito difícil passar por la. veja o capítulo "deixando de ser teimoso" em 27 fevereiro 2017.

Como informação: em setembro de 2019 o trecho entre o Paso e a aduana em Maricunga foram totalmente pavimentados. Adeus rípio e chega de dificuldades!

Abaixo: Tirei muitas fotos do lugar, todas ficaram tortas e a maioria inútil!! Muito engraçado!! A medida que eu vou ficando cansado, eu paro de tirar fotos e de filmar... pena isto.


Cheguei!!   com uma roda no asfalto e outra no rípio. Ao fundo o Vulcão San Francisco. Foto tirada a 4.758m altitude. O portal foi derrubado por uma ventania em 2016, em 2019 continuava no chão.

Cheguei ao Paso! Que vitória!!! Naquele ponto resolvi encher os pneus da moto e colocar mais um casaco. Percebi o quanto a Puna me afetava: dava voltas e voltas pela moto sem conseguir me concentrar. Eu não terminava nenhuma tarefa simples, como retirar o banco, ligar o compressor etc. Abria a garrafa de água e não bebia, colocava uma manga do casaco e saía andando... Cada rotina era interminável

Lá pelas tantas eu olho para o deserto, o que eu vejo a cerca de uns 50m de onde eu estava???  MEU CAPACETE!!!!   Como ele foi parar lá? Não foi o vento não, eu estava tão doidão que larguei ele lá e não me lembrava!!


Aposto que você não leu o post " chegando em nova toledo" do dia 30 de dezembro...


Acima: O caminho Argentino estava imerso nesta neblina e com chuva...  que final de dia!



Agora só faltava descer tudo aquilo... Veja o que me esperava: neblina, chuva e a noite... já vi este filme antes....  Iniciei a descida, havia pouco vento, completamente biruta da Puna eu me fixei na faixa central e fui devagar. Visibilidade uns 100m, eu contava a altitude e  mais uma vez festejei muito por meros 10C de calor!!! A 4.100m eu já estava normal de novo...


A aduana fica a 4.000m de altitude, de frente para o salar de San Francisco e com uma vista magnífica para a o vulcão Incahuasi. Já estava quase anoitecendo e começava uma chuva bem fina, o que esquentou um pouco.
Fui muito bem recebido por gente extremamente humilde. Ficamos um pouco de conversa e daí cada um se sentou em sua escrevaninha para o trabalho de me admitir em seu país. O processo é burocrático mas não foi demorado e a conversa foi boa. Existe um curioso protocolo: Primeiro o sujeito “a” recebe meus documentos, depois fui à mesa do Sujeito “b” para assinar um livro enorme, parecido com os livros antigos de cartório no Brasil, o sujeito “c” me devolve o papelório com formalidade. Fiquei observando o grande forno de metal fundido, movido à lenha, que serve para aquecer o local.  Me perguntaram se eu iria ficar na pousada para alpinistas, e mais uma vez eu recusei. Curiosa esta minha mania de me prender ao pré-estabelecido e não enxergar uma possibilidade mais segura. Teria sido muito mais interessante, confortável e seguro ter dormido naquela pousada quente e seca a 4.000m.

Saindo da aduana ficam Las Peladas (uma muralha de montanhas nevadas, não são meninas...), totalmente escondidas nas nuvens e o começo da Quebrada de Chaschuil, o vale que me levaria a Fiambalá. A pouca luz do dia (ja eram quase 20:00) e as nuvens baixas deram um tom marrom escuro às plantas que normalmente são douradas sob o sol e deixou as rochas negras ainda mais negras: a cena era fantasmagórica.

A cada minuto a altitude diminuía, a temperatura caía e a luz desaparecia. As únicas coisas que aumentavam eram a chuva e meu cansaço. Segui descendo a cerca de 140 km/h. Apesar de tudo, eu estava tranquilo e com muito combustível a bordo.

A noite ficou realmente escura. Depois de uns 85 km da aduana, cerca de 3.400m de altitude, percebi no meio da escuridão um edifício grande que parecia um oásis naquele frio e chuva. Tratava-se (fiquei sabendo dias depois) do Hotel Cortaderas, um quatro estrelas encrustado naquele vale.  Decidi entrar. A estradinha de acesso era muito ruim e estava chovendo mesmo. Fiquei preocupado porque não via nenhuma luz acesa em nenhuma janela.  Percebi que no final do edifício, onde talvez fosse o concierge (imaginei meninas bonitas, sorridentes, solícitas, impecavelmente trajadas e me recebendo em francês) havia algumas salas iluminadas. Estacionei onde pude, ao lado de onde estava iluminado e entrei.

Fui muito bem recebido por dois adolescentes de camiseta, shorts e descalços. Os simpáticos eram da equipe de manutenção que ficou ali para tomar conta do hotel enquanto estevess fechado. Imediatamente me lembrei do filme “O Iluminado”!  Correu um frio na espinha: aqueles garotos iriam me colocar para dormir, depois iriam me cortar em pedacinhos, vender meus órgãos e a Rocinante viraria motor de gerador, com suas rodas equipando uma carroça...   Realmente me deu medo. Nem perguntei se eu poderia dormir ali. Acho que alguém ofereceu uma cama, mas o pavor era tamanho...  Não aceitei o café apetitosamente quente e arrumei uma desculpa para desaparecer dali!!! Por isto que eu acredito que quanto mais televisão eu assisto, pior eu fico!!!

A estrada segue sentido sul por um padrão repetitivo, trechos de reta com pouca inclinação, e a cada 10 ou 15 km uma serrinha mais íngreme.  Apesar da escuridão total eu conseguia viajar  a 140 ou até 160 km/h. Andei muito tempo entre 3.400m e 3.200m de altitude. Mais uma vez eu celebrava cada 100m de queda na altitude e cada grau que a temperatura subia. Quando marcou 15 °C , eu abri o capacete, os zíperes da jaqueta e comemorei o “calor”. Com o “calor” a chuva fina sumiu e a estrada ficou realmente gostosa.


Cheguei ao centro dde Fiambalá (que tem quatro ruas sul-norte e menos de uma dúzia de travessas) eram 21:45. Apesar do dia intenso eu não estava cansado. Parei na praça (a principal e a única...) e toda a polícia veio me ver! Muito simpáticos, as mesmas  perguntas  e o espanto em saber que estou sozinho. Indicaram-me onde ficava a Hosteria Municipal e logo eu estava no quarto com um excelente banho e ar condicionado. 

O simples e pequeno hotel estava fechado para uma ceia de ano novo, o dono do restaurante me acomodou em uma mesa em um canto isolado.  Não quis participar do regabofe e fui brindado com um bifinho, salada e cerveja. Era mais do que eu precisava naquela noite de ano novo.  Logo estava de volta para o meu quarto com ar condicionado.  Ar Condicionado?  Sim!!!  Para quem está a dez horas aclimatado a não mais do que dez graus, 23°C são um forno!!!

Foram 7:44 de deslocamento para percorrer 543km (70 km/h de média, rápido memso). Contando minhas paradas para fotos, caminhadas atrás de plantas e insetos, bate papo com os raros seres humanos, paradas na aduana, para água, para descansar do rípio infernal e ficar feito bobo hipnotizado pelos vulcões, foram 12:40 de viagem.


Quando me deitei senti saudade da Puna, do pedrisco solto, do vento, das dificuldades. Desmaiei na cama ultra confortável e não ouvi os fogos de artifício comemorando o ano novo...









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No dia primeiro de janeiro daquele ano a organização do Rally Dakkar cancelou a etapa Fiambalá- Copiapó por considerar o trajeto perigoso. 











São dois os vídeos desta etapa:

De Copiapó ao Paso de San Francisco - Nova versão

De Fiambalá ao Paso San Francisco




"A good traveller has no fixed plan and no intent on arriving." -Lao Tzu 











Paso de San Francisco Começando o ano em grande altitude!!!



Tudo bem que eu não sou magrinho... mas estou cheio de casacos para aguentar o vento e os seis graus!!!







Vou contar um pouco do que aconteceu na noite passada. A descida do Paso até Fiambalá se iniciou comigo completamente coberto por uma espessa neblina.


Nesta descida a estrada é fantástica! O Asfalto é perfeito, formando um caracoles com curvas de 180 graus descendo com rapidez. À minha esquerda estava o maciço central andino e à direita eu via o vale abaixo do vulcão Incahuasi com seu branco salar. Tudo isto sob a cobertura das nuvens que eu deixei para traz.

A aduana fica a 4.000m de altitude, de frente para o salar de San Francisco e para o Incahuasi. Já estava anoitecendo e começava uma chuva bem fina. 

Fui muito bem recebido na aduana. Ficamos um pouco de conversa e daí cada um se sentou em sua mesa para o trabalho de me admitir em seu país. O processo é burocrático mas não foi demorado e a conversa foi boa. Existe um curioso protocolo: Primeiro o sujeito “a” recebe meus documentos, depois fui à mesa do Sujeito “b” para assinar um livro enorme, parecido com os livros antigos de cartório no Brasil, o sujeito “c” me devolve o papelório com formalidade. Fiquei observando o grande forno de metal fundido, movido à lenha, que serve para aquecer o local.  

Saindo da aduana ficam Las Peladas (uma muralha de montanhas nevadas, não são meninas...),
totalmente escondidas nas nuvens, e a minha direita um bloco de rochas que se  segue para leste delineando o começo da Quebrada de Chaschuil, o vale que me levaria a Fiambalá. A pouca luz do dia (ja eram quase 20:00) e as nuvens baixas deram um tom marrom escuro às plantas que normalmente são douradas sob o sol e deixou as rochas negras ainda mais negras: a cena era fantasmagórica.

Coisa de 9 km após a aduana, a estrada vira para sul e  desce. A cada minuto a altitude diminuía, a temperatura caía e a luz desaparecia. As únicas coisas que aumentavam eram a chuva e meu cansaço. Segui a cerca de 140 km/h. Apesar de tudo eu estava tranquilo e com muito combustível a bordo.


A noite ficou realmente escura. Depois de uns 85 km da aduana, cerca de 3.400m de altitude, percebi no meio da escuridão um edifício grande que parecia um oásis naquele frio e chuva. Tratava-se (fiquei sabendo dias depois) do Hotel Cortaderas, um quatro estrelas encrustado naquele vale. Decidi entrar. A estradinha de acesso era muito ruim e estava chovendo mesmo. Fiquei preocupado porque não via nenhuma luz acesa. Também estava extremamente atento para não escorregar ou cair em algum buraco.

Percebi que no final do edifício, onde talvez fosse o concierge (imaginei meninas bonitas, sorridentes, solícitas, impecavelmente trajadas e me recebendo em francês) havia algumas salas iluminadas. Estacionei onde pude, ao lado de onde estava iluminado e entrei.


Fui muito bem recebido por dois adolescentes de camiseta, shorts e descalços. Os simpáticos eram da equipe de manutenção que ficou ali naqueles dias em que o lugar estaria fechado. Imediatamente me lembrei do filme “O Iluminado”!  Correu um frio na espinha: aqueles garotos iriam me colocar para dormir, depois iriam me cortar em pedacinhos, vender meus órgãos e a Rocinante viraria motor de gerador, com suas rodas equipando uma carroça...

Realmente me deu medo. Acho que alguém ofereceu uma cama, mas o pavor era tamanho...  Não aceitei o café apetitosamente quente e arrumei uma desculpa para desaparecer dali!!! Por isto que eu acredito que quanto mais televisão eu assisto, pior eu fico!!!

A estrada segue sentido sul por um padrão repetitivo, trechos de reta com pouca inclinação, e a cada 10 ou 15 km uma serrinha mais íngreme.  A estrada como sempre excelente e apesar da escuridão total eu conseguia viajar  a 120 ou até 140 km/h. Andei muito tempo entre 3.400m e 3200m de altitude. Mais uma vez eu celebrava cada 100m de queda na altitude e cada grau que a temperatura subia. Quando marcou 15 °C , eu abri o capacete, os zíperes da jaqueta e comemorei o “calor”. Com o “calor” a chuva fina sumiu e a estrada ficou realmente gostosa.


Faltando 60 km para Fiambalá acontece a última serra, esta em sentido a leste, que sai de 3.000m e desce até a cidade. A coisa de 30 km do final da etapa já se via o clarão da cidade e um “calor” de 24 graus.




Parei na praça  ( a principal e a única...) e toda a polícia veio me ver! Muito simpáticos, as mesmas  perguntas  e o espanto em saber q estou sozinho. Me indicaram onde ficava a Hosteria Municipal e logo eu estava no quarto com um excelente banho e ar condicionado. 

Fecharam o hotel para uma ceia de  ano novo, o dono de restaurante me acomodou numa mesa no canto, um bifinho, salada e cerveja. Era mais do que eu precisava naquela noite de ano novo.   Logo estava de volta para o meu quarto com ar condicionado.  Ar Condicionado?  Sim!!!  Para quem está a dez horas aclimatado a não mais do que dez graus, 23°C são um forno!!!Desmaiei na cama dura e mal ouvi os fogos de artifício comemorando o ano novo...




Foram 7:44 de deslocamento para percorrer 543km (70 km/h de média). Contando minhas paradas para fotos, caminhadas atrás de plantas e insetos, bate papo com os raros seres humanos que encontrei, paradas na aduana, para água, para insultar o engenheiro que jogou aquele cascalho no chão, para descansar do rípio infernal e ficar feito bobo hipnotizado pelos vulcões, foram 12:40 de viagem.

Os últimos 200km desde a fronteira foram de chuva, altitude e frio, o mesmo filme da passagem por Jama no dia 25 de dezembro, só que desta vez sem neve, ufa! 

Como eu não vi NADA do trecho da fronteira até Fiambalá, a melhor opção seria gastar meu ultimo dia na cordilheira revendo o que eu perdi por causa da escuridão com chuva...



O colossal Vulcão Incahuasi. 6.070m. A esquerda Las Peladas. foto tirada  a 4.400m de W para E.


No dia seguinte...

Não sei quando nem porque eu tive a genial ideia de ficar dois dias em Fiambalá, então tive todo este dia primeiro de janeiro para começar o ano com tempo para vasculhar o meu último trecho de cordilheira dos Andes.

Fiambalá fica a 1.400m, a saída para o San Francisco, voltando ao Chile,  sai por NW, segue para o norte e depois de 120km se vira para W.


Logo após sair da cidade e percorrer cerca de 10km pelo vale, a quentes 35C, acontece uma pequena serra que eleva até 2.100m.


Mais um pouco e acontece uma serra absurdamente legal com morros em rocha negra e rocha vermelha, curvas fechadas e estrada vazia. O sonho de qualquer um de duas rodas. Como eu estava sem as pesadas malas, eu andei forte mesmo!!!


Sobe-se para 3.00om e a estrada vai sentido N pelo meio de um amplo vale por mais 11okm, sobe até 3.500m, desce para 3.100 aí por diante , a temperatura cai para cerca de 15C . Isto até uma ladeira bem forte, ao lado de Las Peladas ( uma serra, não as meninas...) e até a aduana que está em um vale beeeem úmido a 4.o00m e 9C...  Nenhum carro. Muitas Vicunhas, condores, sombra do Incahuasi, dia lindo e aquele sileeenciooooo...


Saindo da Aduana acontece a última serra, bem apertada, curvas fechadas, temperatura despencando e um vento muito forte.  Se há no planeta uma serra ideal, esta é ela! O último trecho é barbaro! curvas de 180graus e muita área de escape, Nenhum carro. A pena é q a GS vai ficando mais fraca a partir de 4.000m.


Paro a moto a 4.700m, o vento quase me derruba e tremo de frio com os seis graus de temperatura. Isto eram 14:00.




Isto é Fiambalá. simples e ninguém na rua. Quem você encontra está totalmente em marcha lenta e sem disposição para nada.  varios daqueles preguiçosos com a boca cheia de folhas de coca...

Na serra que vai de 1600 a 2.500m de altura existes estas magníficas rochas vermelhas. Lindo.






Estas montanhas se chamam  "Las Peladas" .

Vicunhas! Passaram todas na minha frente, mas até pegar e ligar a camera...

Simpatisíssimas Alpinistas!!!

As três meninas maravilhosas estão se aclimatando  para subir o Vulcão San Francisco, acima.










As três queridíssimas alpinistas!!!  Fui recebido de braços abertos com muita festa e muito carinho!
Durante a conversa dentro do refúgio, surgiu o assunto sobre nós os viajantes da montanha. De como adoramos nos encontrar, falar, trocar histórias...  A Claudia ( mais a dir) disse que todas pessoas que veem ao atiplano teem muitas  coisas em comum...


A foto foi tirada dentro da cabaninha de socorro que existe ao lado da placa da fronteira. Existem várias destas casinhas ao longo da estrada e estão sempre abertas. Criticamos os Argentinos...  mas imagine estas cabaninhas no Brazil...

Espero nunca perder contato com todos que encontrei neste dias!!

Por que deixar uma garrafa dágua no Paso de San Francisco? rsrsrsrs   ...tu não sabes nada de Andes meu amigo...  ...nem venhas pra cá!!!














Acima: a simpatissísima Ichú ( stipa ichu), ela só existe acima de 4000m, é a fonde de vida para os camelídeos e deixam as montanhas douradas!!!  Repare: não há solo, a vegetação é esparsa. Procurei muito e não encontrei insetos. A noite dizem que aparecem pequenos roedores e lagartos. No hay Culebras!

Existe um coelho beem pequeno e peludo. Só vi um deles.

Sim existem Condores, mas não os fotografo  por que na foto eles perdem a majestade.  E não há reis sem majestade. Simples...

Andei muito a pé dentro do deserto até encontrar isto: Llareta!!!
Esta planta só aparece acima dos 4.000m. Ela só vive por cima das pedras, chegando a encobri-las totalmente. Cresce menos de 0,5 cm por ano, portanto esta valente criatura da foto deve ter algo perto de 50 anos de idade.

A parte verde é o alimento  das Vicunhas. para se defender ela tem pequenos "galhos " secos marrons extremamente duros e pontudos, tomei um susto quando percebi.  Tive a imensa sorte de encontrá-la florida.

 

O índios e outros habitantes daqui arrancavam as Llaretas e as usavam como combustível, 60 ou 90 anos de vida queimavam em meia hora. Quase acabaram e hoje são espécies protegidas.

Este tapete dourado é o pasto daqui. Esta planta também só cresce acima de 4.000m. É pequena e tem as pontas das folhas duras e amarelas. Quando tem muita água, ela cresce mais e fica toda verde, mas é raro ver isso. Normalmente a parte verde está escondida. É o alimento de vicunhas e roedores. Visto de longe, faz a borda dos morros ficar dourada, é lindo.



Brincar de National Geographic é muito legal... mas o frio e o vento!!! 



A direita o Incahuasi, 6.621m. No vale existem umas lagunas cheias de pássaros, mas por conta da ventania não havia nenhum flamingo.  A aduana e um hotel para alpinistas ficam neste vale.
Minha despedida do Altiplano: 6,5C, 4.764m de altitude, 198 km desde o posto de gasolina, média horaria de hoje 105km/h, vel max hoje 174 kmh e uma puta ventania de derrubar moto!  Vou sentir muita saudade!!

Veja o vídeo desta etapa: 







“In the high country of the mind one has to become adjusted to the thinner air of uncertainty...” - Robert Pirsig  - Zen and the art of motorcycle maitenance.


"We wander for distraction, but we travel for fulfilment." -Hilaire Belloc 













sábado, 31 de dezembro de 2011

O caminho de hoje...

Em Junho, eu acrescentei alguns comentários... em azul...

Alguns mapas do percurso de hoje.

A ideia é cruzar a cordilheira sentido Argentina por aqui.

Isto se:

 - não estiver interditado por neve

- não estiver nevando (vejam de novo o que aconteceu dia 25 de dezembro)

- A policía Caminera me deixar passar

- Nenhum outro imprevisto.

Alguns idiotas e arautos do apocalipse me encheram de bobagens e terrorismos. Monte de asneiras...  a neve se desfaz pela manha... a aduana só bloqueia quando o caminho está fechado mesmo no inverno... ou se vc. está carregado de produtos Bolivianos.

...e o caminho etava sendo todo retificado, em um traçado menos sinuoso e sendo preparado para para pavimentação... qualquer toyota corolla passa por aquelas estradas!!! Como eu não sou bom de pilotagem na terra e nem a GS (carregada pior) é uma boa Off road, sofri mais do que qualquer turista em um Gol bolinha.  

O Rally Dakkar cancelou a etapa por ali: eu acredito que se houvesse algum problema sério, não haveria tempo hábil para resolver o causo antes de a noite e o frio chegarem, decisão acertada.


Vamos aos mapas ( adoro mapas!!)

Primeiro trecho: sobe quase que em uma reta até 3.000m. São somente 30km de asfalto, depois veem quase 150km de uma terra compactada pintada com piche. Este pavimento funciona bem. Na aduana Chilena é fundamental uma conversa para saber como está a estrada, se está aberta e qual a previsão do clima.

A parte alta é  a mais interessante, se chama "Plaza de vulcones".  O piso é em Rípio solto, com areia. tem que andar devagar. logo após a lagoa fica a aduana Argentina, a partir de lá é asfalto novo até Fiambalá. 

 São 470 km, relativamente curto. Nada de gasolina no caminho, eu levo gasolina para 640km.







"If you come to a fork in the road, take it." -Yogi Berra 









Uno dia de plaja!!!!

São 22:15

Acrescentei alguns comentários... em azul...

Amanha tenho que acordar as seis para enfrentar o Paso de San Francisco de volta pra Argentina.
Entonces, vou publicar algumas fotos do dia super marcante... 

aproveitem!!!


Saindo de Taltal...  mais deserto entre 800 e 400m, 28 graus... linda paisagem e estrada gostosa...

Não consigo ver uma placa que eu entro!!!  Entrando no parque Pan de Azucar. 


Aquela península é o Pan de Azucar, a praia a direita.



Eu sempre digo: quando algo é divertido, os Chilenos proíbem!!!


Mamacita???  Chañaral és una ciudad repleta de chañas???


Nas duas fotos abaixo, rolou uma história engraçada...

Eu queria por que queria tomar banho no Pacífico. Saí da praia de Pãn de Azucar com arrependimento. Quando vi esta praia, eu decretei: Vai ser aqui mesmo!

Com aquele pavor paulistano de ser roubado, eu tantas fiz que encontrei uma casinha em ruínas onde dava para "esconder" a moto.  Tirei a roupa (capacete, jaqueta, calça, botas, luvas, camiseta...) e coloquei um calção, e fui caminhando...  com 30% do percurso até a praia, meus pés estavam queimando com o calor do chão e doendo muito! Voltei correndo até a moto, coloquei as botas e fui com botas sem meias com os pés reclamando. Na beira da água, entro heróicamente no mar com o firme intuito de mergulhar de cabeça no magnífico e azul Oceano Pacífico! 

Mal a água molhou meus joelhos e meus pés estavam gritando! Desta vez de frio!!!  Eu nunca vi algo tão gelado!!!
Amorteceu a pele nas pernas e os pés ficaram quase azuis!!!

Volto p moto num Puta mal humor!





Chañaral ao fundo!!!





Greatest luck!!  to meet this guy in a gas station. His name´s Israel, he drove all the way from Tenesse. Hope we keep in touch and good luck for him!!!






Bahia inglesa ( acima, uma pequena Buzius...) e a entrada em Copiapó! como cheguei cedo, não fui direto ao hotel, andei cerca de 100km pelo vale do rio Copiapó ( Abaixo), que segue a SE. Muito bonito!