domingo, 12 de novembro de 2017

Primeiros passos primeiro...


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Com muito empenho eu consegui aprontar a moto, a papelada e terminar meu último compromisso profissional antes do dia dez de novembro. 

Na sexta feira, um dia chuvoso, eu troquei os pneus, mais uma vez, La Señora Rocinante está calçada com pneus muito mais eficientes para off road (metzeler Karoo3)
Estes pneus são solução para  cumprir longas etapas no temível rípio,  mas são instáveis, delicados e barulhentos para asfalto... Se chover ficarei mais feliz: os pneus no molhado se desgastam menos porque trabalham mais frios. Mais uma variável para ter que administrar...


A previsão do tempo era simples: chuva o dia todo com uma alivio da chuva do meio para o final da tarde. Portanto plano para este dia foi simples: sair depois do meio dia. MAAS às 05:30 o céu estava totalmente estrelado e a previão era de sol pema manha. Me antecipei e saí de casa as 06:20 aspesar da temperatura de 12°C.


Acima:










Acima: Madrugando em São Paulo, totalmente fora da previsão, uma manha de sol!

Abaixo: Quilometragem inicial


























Como vimos, da minha casa até o hotel em foz do Iguaçu são 1.050km. Saindo cedo, dá para ser feito em um dia, mas eu tinha que ficar de olho na Rocinante para ver se nada quebra depois de tanta oficina. Então dividi o roteiro em dois trechos, um até Ourinhos e amanhã para Foz do Iguassu. Terei dois dias para acertar umas pendencias e para curtir o Dutty Free, mania de paulista. 

Como sempre faço por aqui, parei no impecável posto Rodoserv Star, para alguma gasolina e uma verificação na moto. Sempre dá medo de uma pane nos primeiros dias.

A manha foi com muito sol e sem movimento na estrada. Já que eu tinha tempo de sobre decidi pelo caminho mais longo e lento, via Avaré. A temperatura subiu de 11°C para 24°C cheguei em Ourinhos eram 11:30. Como havia tempo e a tarde estava gostosa, resolvi esticar o trecho até Cambé (cidadezinha logo depois de Londrina) onde conheço um ótimo hotel. Por mais que eu goste de Ourinhos, não havia nada a se fazer ali, então continuei a andança. 

Abaixo: Cruzando a represa em Avaré, é sempre muito bonito!





Estou confortável no hotel em Cambé, são 15:30  Sol  33°C  Até agora foram somente 573 km.... menos de dez por cento da viagem. 


By the way, Cambé é uma graça!!  calmo até demais, simples e extremamente em ordem... estou feliz de ter parado aqui e não na manjada londrina.


Não vou entrar em muitos detalhes por aqui e nem encher de foto um trecho que aparece neste Blog pela terceira vez...


Amanha chego em Foz do Iguaçu. Somente 490km mas beeem chatinhos... isto depois de ter q resolver uma lampada queimada, a tampa da gasolina que abre e barulhos no para brisas novinho... 













 Acima: Nada de especial neste trecho, a não ser o clima típico nesta época do ano. Os ultimos 200km antes de foz do Iguaçu merecem muito cuidado... é beeem perigoso! depois, em São Paulo, eu monto este mapa com os dois trechos e marcando  a simpática Imbé.





Etapa do dia:  573,1km
   Tempo Andando 6:18
Tempo total 8:05

Distância acumulada: 573.1 km





domingo, 5 de novembro de 2017

O roteiro esta pronto!!!


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Quem acompanha o Blog sabe que meus planos eram ir ao sul, uma das duas partes que estão faltando no projeto de cobrir a cordilheira.

Trabalhei bastante para montar um roteiro para a Patagonia. Cheguei então o caminho em dois trechos com uma linha divisória em Puerto Madryn. Gostei muito do resultado! Eu ja estava até buscando os hotéis e resolvendo as burocracias.

Mas durante as noites, lá pelo meio das madrugadas frias de setembro e oububro, algumas vozes me acordavam. Eram Ínti e la Puna me chamando de volta para resolver assuntos mal acabados na viagem de março.

Sonhava com a aridez,  com o silencio, a altitude, as estradas precárias, as cidades valentes e toda a alegria de passar por toda aquela dificuldade. E as vozes me acordavam à noite: "Você tem assuntos mal resolvidos nos desertos de Salta e Jujuy".




A RP33 proxima a Salta, repare as montanhas altas com vegetação, coisa raríssima naquele pedaço de mundo!!! (março de 2017)






























Como ensaio, e para acalmar as vozes noturnas, gastei algumas madrugadas montando uma planilha com um roteiro que cobrisse o que eu não consegui fazer em março naquela primeira etapa ao nada (vide post 15 fevereiro 2017).O motivo do fracasso foi o clima. Chuva em uma época quen deveria ter sido quase seca... Ah.. Verdade, muitos dizem que no atacama nunca chove...























































Nunca chove no Atacama???  E esta água vem de onde??? RN40 ao norte de San Antonio de los Cobres, ali a estrada sempre passa por baixo da água. (março de 2017)


Fiquei apreensivo, a melhor época seria no final de outubro, dias muito frios, muito céu azul e sem chuvas. Como já vimos, eu não gosto de calor e as chuvas arruínam meus projetos, então os meses de dezembro e janeiro estão fora de cogitação. Na segunda quinzena de novembro o clima começa a piorar, trazendo as tempestades de dezembro.

Durante as madrugadas frias de setembro considerei algumas alternativas. Como estou sem dinheiro para uma etapa ao Peru, foquei no que eu não consegui fazer na região de Salta e Jujuy durante a viagem de março. 

 A janela é mesmo novembro, e já estávamos em meados de outubro e muita coisa tinha que ser preparada, principalmente cuidar da Sra. Rocinante. E eu tinha um trabalho que se encerrava dia 9 de novembro...

Eu já tinha quase todas as peças necessárias para uma manutenção bem profunda na motocicleta, mas depender de mão de obra é sempre uma incerteza. Ela entrou na oficina dia 9 de outubro. Só saiu no dia 30 por causa de muito esforço e dedicação do queridíssimo Daniel Basconcello (somente 40 anos trabalhando com BMW...). Dias 2 e 3 de novembro andei bastante com ela para ver se nada enguiçava: Não se deve tirar NADA da manutenção e colocar em um projeto tão difícil sem testes. 





Acima: Eu me assustei quando vi a Rocinante neste estado!!

Abaixo: Nada como amigos, Daniel, Guilherme (outro andinista)e a Rocinante quase pronta....  (28 de outubro 2017)

































































Além de cuidar da moto, cuidei de mim mesmo: regime e academia, para ter folego para  altitude e força para levantar a Rocinante só com a ajuda do vento...

Vamos então voltar à um lugar especial. O lugar se chama Puna Jujeña, que os novatos chamam de Atacama.

Mais uma vez a pergunta que meus amigos fazem: O que tem lá pra fazer???  A resposta é NADA!!!

Para tentar entender esta minha mania de ir ao nada, vale a pena ler o post de 15 de fevereiro onde explico o por que eu adoro ir onde ninguém vai. E para quem entra agora nesta história, vale ler o que é o Atacama.




Acima: A RN40 ao norte de Cachi, aquelas nuvens, onde nunca chove, arruinaram a estrada e meu roteiro. Beeeem la no fundo, naquelas montanhas nevadas oa norte fica o Nevado de Acay.(março de 2017)


Abaixo: A RP33 em Cachimpampa, entrando o colossal vale  a 3.400m de altitude, ao fundo o bloco principal da cordilheira. O clima não deveria ter sido assim naquele março de 2017.










Então, faço minhas as palavras do magnífico Niel Armstrong:



 “ Why are we going? Because it´s there!!!”








Acima: A RN40 ao leste de susques. A esquerda fica o Salar Grande e beem la no fundo chove! 3.450m de altitude, 9 graus celsius, este lugar é o nada...(março de 2017)

Então vamos de volta ao nada!!!  Você me acompanha mais uma vez?



sábado, 4 de novembro de 2017

O índice organizado por assunto - Uma maneira mais fácil para quem quer pesquisar



A coisa é simples, clique sobre o capítulo e deixe seus comentários!!!

Os ítens marcados com (* ) não fazem parte da prova do ENEM, mas mesmo assim valem a leitura!


1 Posts sobre estradas, montanhas e desertos:


1.1 -Sobre a Ruta 40, a Carretera Panamericana que é mencionada em quase todos os posts: 


1.2 -Sobre os Pasos andinos na parte norte da Argentina, entre mendoza e Salta:

1.3 -Sobre a formação da cordilheira, do altiplano e o que realmente é o Atacama:

1.4 -Sobre o Paso de San Francisco: 

1.5- Sobre o Paso Cristo Redentor:

1.6 -Sobre o Paso de Agua Negra:

1.7-Sobre o Paso de Jama

1.8 -Sobre o Paso Lanin


1.9-Puna Jujeña - o difícil Atacama Argentino


2 Posts sobre cidades, pessoas, etc:

2.1-Sobre coisas que só acontecem por lá


2.2-Sobre como se cruza a Argentina


2.3-Sobre ao que acontece no norte do Chile


2.4-Sobre o sonolento Uruguay

2.5-Cidades especiais

2.6 Sobre algumas pessoas





3 Lista dos vídeos:
Muita coisa evoluiu em termos de videos de aventura neste anos, meu videos hoje parecem toscos e low tech...








quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Fazendo planos de novo!!!


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Bem, aconteceram coisas boas e coisas ruins desde que voltei para casa em março. Surgiu uma excelente oportunidade de trabalho em um projeto maravilhoso... mas tudo caiu por terra depois daquele assunto do Temer versus JBS versus tudo o que esperamos de bom para nosso país. O grande projeto foi colocado definitivamente em suspenso e eu mais uma vez não tenha o que fazer...

Eis que me surge um convite muito interessante para um projeto que começará no final de janeiro de 2018. Então, no final de setembro me vi com disponibilidade para retornar para os Andes antesde 2018. Comecei a planejar tudo de novo, em cima de planilhas de roteiros que já estão prontas há dois ou três anos.

Dentro do projeto de cobrir toda a cordilheira desde o Peru até o cabo Horn, a escolha óbvia foi montar o roteiro para o sul, partindo de Buenos Aires e seguindo até Ushuaia. Desenhar o roteiro foi fácil, verificar as informações mais fácil ainda, durante estes sete anos surgiram vários sites e muita informação sobre condição das estradas...  a coisa está ficando previsível e segura. Muitos amighos meus me ajudando.

Por vários outros motivos, principalmente climáticos, eu quero estar de volta antes da segunda quinzena de dezembro, então comecei a adaptar as planilhas e meu orçamento ainda bem restrito.



















Acima: o caminho manjado até Ushuaia... não ha outra alternativa senão 4 dias rumo sul pela RN3. Mas na volta estou planejando algo diferente, pelo oeste.


Eu jamais faria o roteiro rarleiro de ir com pressa para Ushuaia pelo atlântico e retornar pelo atlântico (Ruta Nacional no. 3). Não é um caminho fácil, aliás é desolado e sem nenhum atrativo. Tenho que homenagear quem o faz naquelas rarleis ruins, estes são bem valentes.

Nem preciso mencionar que minha paixão são a cordilheira e a RN40, não as praias do Atlantico. Portanto o caminho ideal será descer pela Ruta 3 e subir pela 40, encontrando a cordilheira no ponto mais ao sul e acompanhando até um lugar já percorrido, como Bariloche ou San Rafael.

Depois de muita elaboração e consultas o roteiro ficou pronto, com um senão, seriam 26 dias vadiando pelo continente. A coisa custaria caro e eu nunca fiquei tanto tempo fora em uma viagem...


Estou considreando dividir o caminho em duas partes, com mais tempo para aproveitar cada lugar. Ficarão dois trechos com uma linha divisória em Puerto Madryn. Um roteiro ao norte e outro ao sul desta cidade, com tempo para aproveitar a península Valdez e o querido oceano Pacífico.

O problema maior são as vozes que ouço nas noites frias de setembro...  Vozes me chamando...
































Uma Vicunha em algum lugar gelado do altiplano...  a foto não é minha...  pena,



O projeto ainda não está pronto, A Rocinante precisa de uma boa oficina. Vamos planejando... acompanhe!




“A goal without a plan is just a wish.” - Antoine de Saint-Exupéry