sábado, 4 de novembro de 2017

O índice organizado por assunto - Uma maneira mais fácil para quem quer pesquisar



A coisa é simples, clique sobre o capítulo e deixe seus comentários!!!

Os ítens marcados com (* ) não fazem parte da prova do ENEM, mas mesmo assim valem a leitura!


1 Posts sobre estradas, montanhas e desertos:


1.1 -Sobre a Ruta 40, a Carretera Panamericana que é mencionada em quase todos os posts: 


1.2 -Sobre os Pasos andinos na parte norte da Argentina, entre mendoza e Salta:

1.3 -Sobre a formação da cordilheira, do altiplano e o que realmente é o Atacama:

1.4 -Sobre o Paso de San Francisco: 

1.5- Sobre o Paso Cristo Redentor:

1.6 -Sobre o Paso de Agua Negra:

1.7-Sobre o Paso de Jama

1.8 -Sobre o Paso Lanin


1.9-Puna Jujeña - o difícil Atacama Argentino


2 Posts sobre cidades, pessoas, etc:

2.1-Sobre coisas que só acontecem por lá


2.2-Sobre como se cruza a Argentina


2.3-Sobre ao que acontece no norte do Chile


2.4-Sobre o sonolento Uruguay

2.5-Cidades especiais

2.6 Sobre algumas pessoas





3 Lista dos vídeos:
Muita coisa evoluiu em termos de videos de aventura neste anos, meu videos hoje parecem toscos e low tech...








quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Fazendo planos de novo!!!


 Agora temos um novo sistema de 
índice para facilitar pesquisas:

Logo à direita voce encontra
um link para o índice por assunto.
                    Experimente!!!     




Bem, aconteceram coisas boas e coisas ruins desde que voltei para casa em março. Surgiu uma excelente oportunidade de trabalho em um projeto maravilhoso... mas tudo caiu por terra depois daquele assunto do Temer versus JBS versus tudo o que esperamos de bom para nosso país. O grande projeto foi colocado definitivamente em suspenso e eu mais uma vez não tenha o que fazer...

Eis que me surge um convite muito interessante para um projeto que começará no final de janeiro de 2018. Então, no final de setembro me vi com disponibilidade para retornar para os Andes antesde 2018. Comecei a planejar tudo de novo, em cima de planilhas de roteiros que já estão prontas há dois ou três anos.

Dentro do projeto de cobrir toda a cordilheira desde o Peru até o cabo Horn, a escolha óbvia foi montar o roteiro para o sul, partindo de Buenos Aires e seguindo até Ushuaia. Desenhar o roteiro foi fácil, verificar as informações mais fácil ainda, durante estes sete anos surgiram vários sites e muita informação sobre condição das estradas...  a coisa está ficando previsível e segura. Muitos amighos meus me ajudando.

Por vários outros motivos, principalmente climáticos, eu quero estar de volta antes da segunda quinzena de dezembro, então comecei a adaptar as planilhas e meu orçamento ainda bem restrito.



















Acima: o caminho manjado até Ushuaia... não ha outra alternativa senão 4 dias rumo sul pela RN3. Mas na volta estou planejando algo diferente, pelo oeste.


Eu jamais faria o roteiro rarleiro de ir com pressa para Ushuaia pelo atlântico e retornar pelo atlântico (Ruta Nacional no. 3). Não é um caminho fácil, aliás é desolado e sem nenhum atrativo. Tenho que homenagear quem o faz naquelas rarleis ruins, estes são bem valentes.

Nem preciso mencionar que minha paixão são a cordilheira e a RN40, não as praias do Atlantico. Portanto o caminho ideal será descer pela Ruta 3 e subir pela 40, encontrando a cordilheira no ponto mais ao sul e acompanhando até um lugar já percorrido, como Bariloche ou San Rafael.

Depois de muita elaboração e consultas o roteiro ficou pronto, com um senão, seriam 26 dias vadiando pelo continente. A coisa custaria caro e eu nunca fiquei tanto tempo fora em uma viagem...


Estou considreando dividir o caminho em duas partes, com mais tempo para aproveitar cada lugar. Ficarão dois trechos com uma linha divisória em Puerto Madryn. Um roteiro ao norte e outro ao sul desta cidade, com tempo para aproveitar a península Valdez e o querido oceano Pacífico.

O problema maior são as vozes que ouço nas noites frias de setembro...  Vozes me chamando...
































Uma Vicunha em algum lugar gelado do altiplano...  a foto não é minha...  pena,



O projeto ainda não está pronto, A Rocinante precisa de uma boa oficina. Vamos planejando... acompanhe!




“A goal without a plan is just a wish.” - Antoine de Saint-Exupéry 














quarta-feira, 8 de março de 2017

Voltando para a minha casa...

Faltou  publicar este post ...  


Foi uma etapa longa, sem grandes emoções e  e até entediante, mas precisava ser publicado para completar a historia desta terceira viagem.

Paramos na noite do dia 5 de março, quando entrei de volta no Brasil, após uma parada técnica para hacer compritas no dutty free argentino. Entrei no chique dutty free com aquelas roupas de Andes e com quilos de poeira e areia dos desertos. As vendedoras bonitinhas e perfumadas me olhavam com desdém, mas atendiam à turistas com camisetas de futebol e hawaianas...

A aduana brasileira esta fechada, mas com transito livre, o que é uma vergonha total... entra qualquer um carregando o que quiser...   mas enfim...

Fui direto ao hotel onde eu tinha reserva, um daqueles baratos, especializados em grandes excursões em ônibus. Bem, preciso confessar que eu fui pra lá de bem recebido e tratado com todo o cuidado. O quarto era gigantesco e a cama convidativa.   Estava faminto e o jantar foi um horror: o garçom recém saído do ensino fundamental era péssimo e havia daquelas crianças mal educadas e barulhentas. Mas a noite foi uma delicia!

O dia seguinte amanheceu nublado e com um vento frio, para variar eu gastei muito tempo no café da manha para publicar as peripécias do dia anterior.

Durante o dia  de ontem, aconteceu de novo um problema sério: os gases de escape derreteram muito a mala do lado esquerdo.... Isto por causa do escapamento que eu mesmo montei com peças da pior qualidade...  Uma longa história.

Então gastei parte da manha para ir a um posto de escapamentos e instalar uma ponteira mais longa. Foi uma atividade divertida apesar de eu estar cansado do dia anterior e nada contente em andar dentro de uma cidade.  O serviço ficou horroroso e vai ficar ali por mais alguns bons anos!!!




Acima: A extensão para a ponteira de escape, reparem o pe´ssimo serviço de solda ( feito por mim...) e a sujeira dos andes.






























Acima: arrumando pela ultima vez toda a bagagem...


O plano para aquele dia era simples mas exigente: de foz do Iguassu até Ourinhos ou até Avaré. Não é um trecho longo e eu não me preocupei em sair cedo. Feitas as diligencias de sempre na saída do hotel, eu tomei rumo de casa por volta das 11:00.

A esta hora a temperatura ja era de 32°C, as nuvens começando a sumir. Eu reclamei bastante do calor.  Como era uma segunda feira, a estrada de volta estava lotada de caminhões, caminhonetes e onibus.

O trecho Foz - Cascavel é realmente perigoso.  Foi um misto de pouca chuva, muito transito, muito oleo na pista e baixas médias horárias....

No planalto, após cascavel o ceu se fechou, a temperatura baixou e a chuva veio com entusiasmo! Andei cerca de 150km embaixo dágua, usando pela primeira vez as roupas impermeávies. A chuva dimuniu pouco depois de Campo Mourão e eu parei para gasolina e comida em Londrina.

Apos Londrina, por volta das 17:00,percebi que as tempestades estavam se desfazendo e que o céu estava se abrindo da direção leste. A tarde estava chegando e o sol se pondo. Cheguei ao pedágio na entrada de Ourinhos com a luz do dia desaparecendo, andando pelo piso molhado de onde choveu com força a tarde toda. A etapa estava cumprida... era só procurar um hotel, não havia ninguem na Faz Sta Tereza.

Aconteceu que eu tive uma P preguiça de entrar em Ourinhos e  procurar um hotel...   resolvi seguir para Avaré.  O céu se abriu, veio uma noite escura mas sem nuvens....  confesso que até o início da rodovia Castelo Branco o caminho não foi lá muito tranquilo, embora esteja tudo duplicado e eu conheça muito bem aquele trecho, de outros carnavais.... a noite estava fresca e eu tinha muita autonomia...   fui levando.

No trevo de Avaré, lá pelas 22:30 eu decidi que o plano ideal seria dormir na queridíssima Tatuí, e quem sabe almoçar no dia seguinte com meu querido amigo... a noite ficou linda. Parei no Rodoserv Star, que fica a coisa de 250km da minha casa e 70 de Tatuí...


































Parei para gasolina e comer algumas coisas que sobraram na minha mala, descansei um pouco. A turma do posto, que não tinha o que fazer, resolveu lavar a minha moto, foi um serviço muito bem feito. Sempre dá tristeza ver a lama do salar e a poeira dos pasos ir embora pelo ralo.

Saí do rodoserv em direção à Tatui, percebi que a temperatura caiu e que o céu se abriu. Uma noite perfeita e quase sem movimento. Fui tocando e quando cheguei ao trevo em tatuí, decidi esticar mais uma hora e meia e ir dormir na minha cama...

Naquela noite caiu uma  tremenda tempestade em São Paulo e Osasco!  Com direito e enchentes e tudo mais...  Então na chegada na cidade eu passava por piso molhado mas com um céu estrelado, e absolutamnete ninguém nas ruas ou avenidas marginais!!  Foi ótimo!!!


Eram 02:00 quando desliguei minha moto.






































Acima: media horaria de 77km/h (incluindo paradas),  vel maxima 160km/h.

Abaixo: 11:35, tempo total 13:38










                           


Acima; o trecho em azul foi percorrido à noite



















To travel is to take a journey into yourself. Danny Kaye


                         







                          Etapa de hoje:  1052,2 km
Tempo andando: 11:35
Tempo total: 13:38
Distância acumulada: 7.582 km


domingo, 5 de março de 2017

De volta ao país da Lava Jato







Dormi mal e acordei cedo, fui tomar café da manhã e voltei sonolento para o quarto. As 09:00 o calor já era de 26 graus e o céu quase coberto de nuvens. Ver nuvens logo pela manha neste lugar não é um bom sinal. Me apressei em sair do excelente hotel. depois do check out eu voltei para o buffet e com a maior cara de pau abasteci a garrafinha de suco de laranja e fiz dois ótimos sanduíches!


Não usei a saída principal da cidade, saí pelo antigo bairro industrial e elegante. Várias casas das decadas de 20 e 30 e varias industrias abandonadas. O lugar tem uma guarnição importante do exercito, aqui aconteceu uma batalha fundamental na guerra do Paraguai.










Cruzei a ponte General Belgrano eram 09:20 e 28°C
A estrada foi a mesma do dia 23 de dezembro de 2011, desta vez no sentido contrário, o que traz novas cores e imagens a qualquer roteiro. E realmente aquele trecho em uma manha de sol foi mais bonita.  Some falta de predicados da região, ao calor, à ameaça de chuva à tarde, aos pneus já dando sinal de fim de vida e o fato nada feliz de voltar para casa. Todos os motivos para estar de mal humor, mas eu estava feliz e tudo estava correndo bem..



Antes de Posadas (que é o meio da viagem)  aconteceram somente duas barreiras de policia, parei em ambas, conversei com os simpáticos camineros e prossegui sem mais problemas.



Foram 315 km até Posadas , que cumpri em pouco mais duas horas e meia, ótima média. O trajeto deveria ser arruinado pelo modorrento trecho em que RN12 passa por dentro da cidade. Mas agora existe uma estrada que passa pelo sul da cidade, mas ha poucas placas, só quem conversa com a policia sabe disto.


 A partir de Posadas a estrada fica um pouco mais divertida, com sobe e desce suave, florestas e algumas curvas. Mas com ima infinidade de barreiras de policia, desisti de falar com eles e mal os comprimentava... 

Eram 15:30 quando parei para gasolina com aprox. 420k rodados, no vilarejo de San Ignacio Miní. Aproveitei e descansei, olhei muito as nuvens, reclamei dos 36°C.


































Parei naquela vila para visitar as ruínas Jesuítas, um dos sete povos das missões. As ruínas em San Ignacio Mini são gigantescas e lindas!!! 

Extremamente organizadas e são as segundas em tamanho das que sobraram da colonização Jesuíta na América.









Minha especialidade são vulcões, altitude e rochas...portanto não sei explicar nada sobre San Ignacio Mini...  Mas precisam ser visitadas, ficam à somente 200km de Foz do Iguassu (em termos andinos não é nada!).




















A partir dali seriam somente 180km até a minha última aduana, desta vez para entrar no Brasil. Sentimentos confusos: saudade do altiplano, calor, vontade de voltar para casa, conformado q se chovesse eu ia me molhar mesmo, saudade dos amigos, dos vulcões, dos simpáticos Inchús e da minha casa em São Paulo. 

Era domingo, a estrada estava lotada e cheia de policiais.

O caminho realmente fica bonito, algumas florestas baixas, bosques de pinheiros e logo chego à aduana. Muitos pássaros e muita vida, ri muito quando uma ratazana passou pela minha frente: acá hay Ratones y Culebras!!! 

O processo de aduana Argentina foi simples e rápido e a aduana brazileira estava apagada, nenhuma alma trabalhando! Se eu estivesse com drogas ou armas seria bem vindo. 






























Logo após a saída da alfândega, que parece um enorme pedágio, há o acesso para o manjado shopping Dutty free, me deu uma vontade de não chegar ao hotel, então entrei para o lugar. Estacionei a Rocinante entre carros novos e limpíssimos, perto do acesso onde param as vans de turistas. A moto imunda e cheia de coisas amarradas, eu queimado do sol e frio, barbudo e com as roupas encardidas de Andes. A minha mãe diria que não entrava comigo no shopping para não passar vergonha. 

Fui mesmo assim para espanto das famílias católicas que compravam chocolates e cosméticos... Por falar em cosméticos nenhuma daquelas meninas lindas das marcas caras de cosméticos quis me ajudar nas compras...   tive que chamar uma índia guarani. Eu realmente precisava voltar a fazer parte da civilização.

Saí do shopping era noite. Mais uma vez cruzar a ponte com sol se pondo foi lindo. Logo depois da ponte fica a aduana Brasileira, não havia nenhuma alma para me receber. Entrar oficialmente no Brasil em uma noite quente foi gostoso.

Pena, queria mesmo é ter sido recusado no Brasil e ser mandado de volta ao deserto gelado e sem ar.












                       

                        





"Half the fun of travel is the aesthetic of lostness.” – Ray Bradbury



                           Etapa de hoje:  650,6 km
Tempo andando: 07:02
Tempo total: 08:31
Distância acumulada: 6.530 km