quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Entre todos los Rios

 Feitas as vadiagens pela interessantíssima ciudad, montei as coisa na Rocinante. como  tinha que deixar parasecar as roupas, dexiei as botas e a calça para fora das malas... O que trouxe um ar de várzea total !!!  ficou horrivel mas amém!!!


Detésto andar com malas bagunçadas... mas não teve outra maneira...   parece cigano de mudança!!!






O primeiro trecho seria Paysandú  a Colón, para tanto tudo o que se tem que fazer é cruzar uma linda ponte e fazer a aduana de entrada na Argentina. Simples e descomplicado. Os Argentinos foram como sempre gentis. Troquei Reales por pesos Argentinos e não vi nenhum tetazo...





Acima: fui aceito na Argentina!!!   Abaixo: O grande rio do topo da ponte




































Estive por estas praças em dezembro de 1997, ma minha primeira viagem de moto para fora do país. Sinceramente não reconheci nada, nem da estrada que eu passei na Suzuki 900 em um final de tarde após um temporal. Em pouco tempo estava de volta à desconhecida RN30  rumo ao oeste, rumo à duas cidades importantíssimas nesta baixada quente e abafada onde ficam as províncias de Corrientes e Entre Rios.

Os nomes não poderiam ser mais apropriados: isto aqui é quase um pântano, por rios por todo o lado. Sem nenhuma montanha ou elevação importante, somente pastos a perder de vista e cheio de água. Muita vida, muitos pássaros e muitos animais. Uma agricultura fantástica e cidades ricas. 
O tempo melhorou, veio o sol e um calor de 36 graus!































Passar por dentro das cidades arruina a média horaria...  uma pena porque nas estradas dava para andar a 120kmh constante e quase sem tráfego! Parei só uma vez, em um posto da policia caminera para recobrar do susto que umas ovelhas me pregaram e para devorar as manzanas e a água emprestados do hotel. Eram 14:30 e a temperatura era de 32C...  um Puta sooool!!! 


O caminho (RN130 e depois a RN18) seguiu  monotonamente a uma altitude de 60 a 70m  por entediantes e abafados 269km até a cidade de Paraná.


A  estrada entra na cidade por uma infinidade de semáforos demoradíssimos, há um acesso pelo norte que cruza o Rio Paraná por um moderno túnel, muto legal!!!





Acima: o tunel sob o rio Paraná. Abaixo a ponte antiga que leva a Santa Fé


 




















Mais uns 18 km e eu passei sobre a ponte na Laguna Setubal,  e entrei na parte sul da cidade de Santa Fé, capital da província. Eram 16:00 e eu segui pela Avenida Leandro Alen que vai margeando o rio Paraná. Não é o caminho mais prático, mas deve ser o mais bonito, e a cidade à beira do rio é uma graça. Passa pelo porto, por parques e a coisa toda foi muito tranquila. 


Acredito que meu lado anti social e anti urbano estava começando a reaparecer: eu escolhi contornar a cidade pelo sul ao invés de cruzá-la pelos semáforos, ônibus, pedestres, Fiats e etc...  Eu tinha combustível para mais 350km  (andando devagar a autonomia aumenta muito). 

Para sair de Santa Fé, eu deveria seguir a grande avenida, mas errei o caminho e caí no bairro de Santo Tomé. Pedi ajuda para o GPS que me levou atéuma rua que não existia... daí ele travou...  que ótimo companheiro este!!!

Eu sabia q tinha que pegar a autopista uno, portanrto fui seguindo as placas para sair da cidade até o caminho certo.  Tomei o começo da Autopista Uno, que vai a Rosário e Buenos Aires, a mais sofisticada e mais importante rodovia argentina, algo parecido em estrutura com a nossa rodovia Dutra (passei por esta estrada em 3 jan 2012, voltando de Cordoba).  Eram 16:50 quando eu saí da uno e tomei a RN19 em sentido oeste, uma tarde com temperatura de .


Sair da Au1 e pegar a 19 foi uma gostosa surpresa, eu já sabia que a estrada era duplicada, mas não esperava que fossem 127km tão gostosos até a cidade de San Francisco. A estrada é novíssima, padrão alemanha, com piso de concreto absolutamente perfeitto ( deve ter custado uma fortuna!). esta nueva Autopista passa sempre pelo sul dos vários povoados no caminho.


Earm quase 18:00, um sol de rachar e temperatuda de 36 graus... entrei em San Francisco e corri para o ar condicionado, agua gelada e elgum carboidrato... Passada a cidade de San Francisco a Ruta 19 volta a ter uma única e reta pista para os 215 km finais. Eu gostei do que eu vi: estava de volta às estreitas porém perfeitas estradas argentinas...  Gostei e sorri dentro do capacete.

Cerca de 200km depois Santa Fé,  passei pela cidade de El Tío. Se eu tomasse o sentido norte em El Tío e seguisse por 62km para o norte, eu  chegaria ao grande Mar Chiquita (O maior lago Argentino e o quinto maior de água salobra no planeta. Quase redondo com cerca de 70km de largura).  Também chegaria à totalmente decadente vila de  Miramar, e em algum lugar na beira d’ água ficam os escombros do Hotel Vienna. Um pequeno edífício em art decó, que um dia foi elegante com seus jardins  à beira do Mar Chiquita... Por que mencionei isto?  Amanha eu conto...

As 20:30 de uma noite fresca ( °C  ) eu estava entrando no hotel. Eu bem que quis ficar no sensacional Sheraton em que estive da ultima viagem (veja 2 de janeiro de 2012), mas nesta viagem a contenção de custos é tremenda e fiquei no mais barato e civilizado hotel que encontrei.


Quase em Córdoba!!





















A noite foi calma e gostosa, e como eu sabia muito bem o que estava por vir, eu tratei de embalar o sono com uma garrafa de vinho nacional... meio fuleiro até... . Seria meu último contato com sofisticação pelos próximos dias.



Reparem na imagem: até Córdova o caminho é verde, com agricultura e pastos...   Para oeste de Córdova o solo  começa a ficar marrom! Toda esta planície está abaixo dos 120m de altitude...  é fertil, quente e abafada...
















Hj a noite eu publico mais fots e mais detalhes deste trcho!!!

Etapa de hoje:  679.6 km
Tempo andando: 08:01
Tempo total: 10:26
Distância acumulada: preciso recalcular este valor
Media do dia 85 Kmh





“To travel is to discover that everyone is wrong about other countries.”  Aldous Huxley