domingo, 25 de dezembro de 2011

É Natal...

Incluí alguns comentários em azul a partir de maio de 2012, acompanhe...

Me permiti a um luxo: dormir até as oito! Primeiro erro...

O hotel aqui é excelente, construído em uma Hacienda Vieja... lindíssimo e uma cozinha fantástica!!!!

Depois de um café da manha confortável e com direito ao chá de Coca resolvo descer a Purmamarca para visitar comercio casas e etc...segundo erro...

Primeira surpresa: deixei  a chave naquela posiçaõ de lanterna de estacionamento e a bateria acabou... 
Segunda surpresa: a GS com seus sofisticadíssimos sistemas não pega no tranco. Desci muito  a ladeira até a cidade tentando fazer a moto pegar no tranco... não dava nem para subir a pé... parei a moto no limite da cidade

Terceira surpresa: hoje é dia 25 de dezembro..  não ha viva alma na rua.
Quer mais?  Consegui descobrir o auto elétrico da cidade!!  viivaaaaa  cheguei lá e o indivíduo estava completamente Borracho!!! bati na porta do sujeito... a mulher dele me atendeu aos berros...  me perguntou gritando se o que eu queria era o Ramón...  daí  a porta se abriu e o tal Ramón bebum foi arremessado no meio da rua... ele ficou deitado balbuciando e babando!! eu fiquei apavorado e saí dali rapidinho!!! grande pena mesmo ter perdido a foto do ramon nocauteado pelo pisco!!!!

Ainda assustado e já sem muita esperança...Por total sorte entrei num butiquim, o dono extremamenete simples  e simpático me arrumou uns fios...  eu consegui ajuda de uns chilenos e a coisa voltou a funcionar.. ufa!






Andei pela cidade, deserta, tirei umas fotos e como estava frio, abaixo o cume de sete colores!

Resolvi voltar ao hotel parra arrumar as malas e postar no blog.

Hoje eu vivo o meu presente de natal.

Seraõ 411 km, de 2400m a 4800m de altitude, entrando no deserto mais alto e árido do planeta...




Meu salvador hoje. Me arrependo de não ter deixado 100 dolares para ele!!!










Ao fundo está o "morro de sete cores". A região é formada por rochas sedimentares ( para vc que chegou agora, procure um post chamado história dos Andes), cada uma delas esteve submersa em tempos e condições diferentes, exibem minérios e sais diferentes também, daí mostram cores fortes e contrastantes. A região é toda assim.

Vamos só torcer para não termos imprevistos. Repare bem nas nuvens... 


Já era coisa de 11:30...  gastei a manha a toa... grave erro...  lá pelas 16:00 o tempo fechou no altiplano. Quando cheguei no final da viagem... veja o próximo capítulo...


"Eat dessert first, Life is uncertain" -Anonymous 

Entrando na terra do Deus Sol


Confortavelmente instalado em um hotel em Purmamarca, esperando o jantar de natal, resolvi contar um pouco de onde eu estou entrando.


Re editado em janeiro de 2014

Esperando o meu jantar de natal em um hotel que foi uma antiga hacienda em Purmamarca, resolvi contar um pouco de onde eu estava entrando. Há muito tempo atrás, Intí, o Deus Sol e sua irmã e esposa Mama Quilla, Deusa Lua, resolveram criar um ser humano extraordinário para colocar ordem no mundo: Manco Capac. Seguindo a orientação de seu criador, Manco Capac construiu um templo em homenagem ao Deus Sol em Cuzco, cuja tradução seria algo como "umbigo do mundo". Auto proclamado filho-do-deus-sol, ou El Inca,  Manco Capac trouxe várias tribos da região a colaborar com o seu reino em Cuzco, governou por cerca de 40 anos, falecendo por volta do ano de 1200. Seus herdeiros (o título de  El Inca, o filho do sol,  era dado somente ao rei), expandiram o império Inca anexando vários povos pré-colombianos sob um só comando. Construíram cidades magníficas, desenvolveram alguma metalurgia, tinham uma agricultura sofisticada usando longos e perfeitos aquedutos e excelentes estradas pavimentadas unindo todo o império. Os  fantásticos artefatos de ouro tinham uso somente religioso, uma vez que o ouro era tido como lágrimas de Intí, o Deus Sol. Consta que um dos templos em Cuzco tinha seu interior forrado com placas de ouro decoradas. Não tinham lingua escrita. Como moeda utilizavam conchas. Por ser vasto em extensão, sem linguagem escrita e composto por várias diferentes tribos (distantes entre si e sem língua comum), a unidade do Império Inca era frágil.  Por volta de 1530 o império estava à beira de uma guerra civil, os irmãos Atahualpa e  Huascár disputavam o titulo de El Inca (o pai deles morrera na mão de uma terrível arma espanhola: a varíola) e mesmo após quase 500 anos de união, as várias tribos que formavam o império ainda não se entendiam e a desconfiança mútua reinava. A briga entre os irmãos dividiu a força e a capacidade de resistência Inca.Enquanto a confuzão crescia no altiplano, um sujeito extremamente ganancioso e agressivo chamado Francisco Pizarro (que era analfabeto e bastardo, ou seja um legítimo filho da...) ganhou poder e influência na América Espanhola. Este senhor, que era sobrinho distante de Hernán Cortéz (outro facínora), se achava na obrigação de encontrar ouro. Nada mais.


   A motivação daquela gente não era consquistar ou construir, era simplesmete colocar as mãos na maior quantidade de metal possível, e a qualquer custo. Movido puramente pela ganância, Pizarro (e seu sócio Diego de Almagro) falhou em duas expedições nos anos de 1524 e 1526. Com apoio de Rei da Espanha ele desembarcou, pela terceira vez, no equador em 1531 e partiu por selvas e montanhas até a região de Cajamarca, ao norte do Peru. Contava com pouco mais de cem homens e 30 cavalos contra 80.000 soldados Incas.


O que ninguém se lembra é de que os espanhóis de Granada passaram quase 250 anos lutando contra os mouros, para finalmente expulsá-los em 1492. Aquela gente que desembracava na America era a mais formidável e hábil força militar do planeta naquela época. Seres cruéis, acostumados a passar por agruras e auxiliados por cavalos, metalurgia e germes.


Em novembro de 1532 o exécito de Atahualpa é derrotado na batalha de Cajamarca e por um golpe de sorte fizeram o Inca Atahualpa refém. O resgate pedido pelo filho do Deus Sol foi pago conforme o pedido: aproximadamente 5 metros cúbicos de ouro e dez de prata. Mesmo assim Pizarro executa o Inca Atahualpa, acusando-o de heresia (o que lhe valeu uma reprimenda pelo Rei da Espanha), escraviza o que restou de um magnífico exército e derrete em barras todas as peças religiosas douradas que pôde encontrar. Durante a exploração de Cuzco, Pizarro ficou impressionado e escreveu ao Rei Carlos I da Espanha: "Esta cidade é a maior e melhor já vista neste país ou em qualquer lugar nas Índias ... Podemos garantir sua Majestade que é tão bonita e tem belos edifícios que seriam notáveis, mesmo na Espanha."


Em 1533 o anti-herói  invadiu Cuzco com um misto de tropas indígenas e espanholas e nomeia um Inca-fantoche, Túpac Huallpa. Mesmo com a resistência do outro e legítimo Inca, Manco Yupanqui, os conquistadores continuam sue trabalho de desmontar o império Inca. Em 1536 o general Inca Quizo Yupanqui ataca a cidade de Lima, reduto  dos conquistadores e sua derrota nesta batalha força o pouco que restou do exército Inca a se refugiar em Vilcabamba (ficava próxima a Cuzco). Francisco Pizarro é assasinado por amigos de Diego de Almagro (que foi degolado por ordem de Pizarro) em 1541.  Anos mais tarde, 1571, o Vice-rei do Peru, Francisco Toledo, declara querra a Vilcabamba e Túpac Amaru, o último imperador Inca é capturado e executado in Cuzco. A capital Inca de Vilcabamba é completamenmte destruída, terminando alí última resistência Inca no continente.



Inti - o deus Sol



Eu entro no Império do Deus Sol pela porta dos fundos. A região que fica ao sul-este do lago Titicaca, onde se inicia o deserto do Atacama, tinha pouca ou nenhuma utilidade aos Incas. Embora houvessem tribos ao sul de onde hoje é Santiago de Chile, os Incas não deram nenhum valor aos planaltos a leste da cordilheira. Os Incas eram experts em deserto, regiões altas e pesca. Portanto eles ignoraram os primários e carniceiros Mapuches (onde hoje fica o Chile sul)  e não se aventuraram a entrar em outro inferno: a selva amazônica. 
















"... wherever your journey takes you, there are new gods waiting there, with divine patience... and divine laughter." -Susan M. Watkins 


Clique no link " MEU CANAL UTUBE", logo abaixo da imagem da máquina fotográfica e assista  aos vários vídeos deste projeto!!!



Cuidado com o que vc pede!!!!


Hoje foi foda...

Vocês se lembram que eu estava reclamando do calor insuportável, sol inclemente e etc????

Pois bem...  leiam...


cinco da manha.. sol nascendo e chuuuvaaaaaa















Despertador ajustado para as cinco e meia da manha... nem precisou...  as cinco caiu a maior tempestade. Chuva grossa e muito vento.  O lado bom é esfriou e eu voltei para a cama com a janela aberta. Adoro dormir de janela aberta, e em hotéis é melhor ainda poque você não precisa limpar a sujeira no dia seguinte...

Durante a madrugada pensei que a chuva duraria até umas 9:00 somente. Virei para o lado e dormi mais...

O medo que deu foi desta região alagar.  Eu sei que estas tempestades duram pouco e que depois delas vem ainda mais sol e calor. Preciso sair urgente desta colonia de férias do diabo.















Seis e meia e ainda chove...  voltar pra cama...  oito e decisão tomada: Vamos com chuva e trovoes mesmo!

Lembram do calor de ontem? E que eu reclamei dos 44C?  Então hoje temos chuva, um vento do cão e tudo isto com 16 graus!!!  

No dia anterior o câmbio começou a roncar mesmo. imaginando que fosse somente falta de óleo, peguei um taxi que estava encostado na frente de um buteco e fomos procurar em algum posto de gas um pouco de óleo para caixa de marchas. Andando pela cidade estava tudo alagado, ruas bem ruins e quase sem movimento. Frio e ventando.















Ontem eu consegui andar uns 150 km no Chaco, ainda restam fácil uns 450 até a paisagem e o clima começar  a mudar. Por conta dos dias a mais em Foz do Iguaçu,  Salta foi riscada do roteiro, fica para o ano que vem. Vou direto a Purmamarca via Jujuy.

A imagem abaixo, foto do meu GPS, mostra bem a situaçaõ. 390km de reta, nesta planície infernal, até contornar uma pequena elevação, seguindo o rio Currados para depois cruzar uma serra baixa que leva a San Salvador de Jujuy. Repare no maciço da cordilheira à esquerda. Logo após Jujuy, viramos para N e entramos na Quebrada de Humahuaca.


Bandeirinha verde: Saenz Peña Bandeirinha vermelha: Jujuy.

Depois de praticamente trocar o óleo da caixa de cambio da Rocinante, e fazer uma enorme meleca na garagem do hotel, saio apressado do hotel.

Sinto um alívio ao deixar para trás as ruas esburacadas e inundadas, mas agora enfrento o frio de 15 graus, vento e...   e...   descubro q esqueci o computador na concierge do hotel!!!

Saco! voltei coisa de 40km, de novo nas ruas elameadas e inundadas. Pego o computador e mais lame e buracos até o asfalto...

Eram 750km? pode somar mais 80 por conta do esquecimento.

Veja no mapa,  é uma reta só até chegar a El Quebaranchal (que nome!!!) a curva para norte no mapa acontece para contornar um rio Currado e segue o caminho da antiga ferrovia lentamente seguindo para W e depois SW, as pequenas vilas levam o nome as antigas estações. A partir deste longo contorno é que começamos a subir de cerca de 400m aos 1300m, já se percebe uma ondulação no terreno e ao longe se ve algumas das pequenas serras q antecedem os andes.


Este lugar se chama " Pampa del Infierno", o Luizinho Leão conhece bem!!! Não abasteci aqui por conta da fila. Me arrependi bastante.


Como sobreviver a esta reta??? A técnica para superar a monotonia é a seguinte: quanto faltam 600km, vc diz pra vc mesmo que agora é só fazer SP Buzius...  quando faltarem 500km vc pensa que é só ida até o rio de janeiro...  fácil... quando fizer 400km é o mesmo q ir à Curitiba: Moleeezaaaa!!!   e assim por diante... fácil não??? Isto com o vento te jogando para os lados e muitoooo friooo...


Em 1998, vim pela primeira vez de Moto para a Argentina. Haviam várias destas placas absurdas...  hoje reencontrei uma. O curioso é que ele é novinha...  o que será que Sr. Kirschner está planejando??


A região é muito pobre e zoada...







A vegetação totalmente diferente do que vi em outros cantos da Argentina, não chega a ser uma floresta, nem um cerrado, algo entre os dois, com muitas arvores médias, muita vegetação, e forrado com plantas de folhas pequenos e resistentes Chamam isso de "Bosque Chaqueño". 

A medida que se avança o bosque chaqueño desaparece e surge uma vegetação bem mais pobre, pequenas fazendas a beira do abandono, há poucas cultura de grãos, só um pasto bem fraco e poucas vacas, uma pastagem mais rustica.  A partir de Joaquin Gonzales o trecho logo antes da RN 9 é estreito, sem sequer as faixas no chão e andar a mais de 120km/h não foi inteligente.

Consultem o trecho do dia 25 de dezembro de 2010, e percebam a diferença. Mais ao sul, indo para Mendoza, assim que a pastagem some, o deserto aparece, vejam as fotos. A  umidade que vem do vale deságua nas primeiras encostas baixas da cordilheira, cobrindo as primeiras serras que levam ao planalto onde se localiza Salta  e Jujuy  de uma mata bem parecida com que ha no norte do estado de SP, porém com árvores menores. Existem plantações de grão e pastos, e muitos porcos soltos na estrada.

Trecho bonito? pra quem não sabe fazer curvas, é o ideal. Para quem adora a região de Guaxupé vai se divertir por aqui: não ha nada para ver além da reta, de transito dos costumeiros autocaminhones, Peugeots e Renaults, enormes carretas da YPF e fazendeiros que andam a exatos 60km/h... 

A região é muito pobre, miserável mesmo. sem nenhuma graça. Para trazer mais emoção ao dia já lotado de confusão, tive que andar um bocado fora do caminho atrás de Gasolina. Isso mesmo: há uma puta crise de falta de gasolina neste país. Muitos postos fechados, e vários abertos mas sem nada para vender. Quando vc encontra, tem fila. Votar em populistas desvairados dá nisto...


Onde está Wally? A fila para gasolina Em Joaquin Gonzales





Entrando na RN9 para N a coisa melhora na subida da serra de Salta e S Salvador de Jujuy, a paisagem é bonita, com a floresta mais fechada, alguns trechos áridos, somem os porcos, aparecem uns vaqueiros, várias estações de trem abandonadas e vamos quase até General Guelme, ao invés de virar para W e subir para Salta, sigo reto...  a temperatura sobe para 22C ufaa...

Segui até San Salvador de Jujuy, onde se passa por fora da cidade, cuidado com a coleção de radares e policiais. Sigo direção NW para a entrada do vale do rio Jujuy, chamado de Quebrada de Humahuaca. 

Em Jujuy, as montanhas e a relativa baixa altitude, 1.400m, fazem com que toda a umidade que vem do vale fique por alí mesmo. San Salvador de Jujuy é uma cidade grande e importante, cercada por montanhas cobertas de florestas densas e arvores altas. Muito bonito mesmo.

Paro em mais um posto sem gasolina para vender, aproveito a paradinha para ligar ou mandar mensagem de natal para quem eu gosto muito. Foi muito gostoso. Anos atrás, a esta hora, eu estaria chegando para o jantar de natal na casa da minha avó.

Como não havia gasolina no posto logo na saída de Jujuy, e eu não queria entrar na cidade, fui perguntar a um sujeito numa caminhonete anos 70 onde havia gasolina. Enquanto mostrava os dentes verdes escuro de tanto mascar coca, ele informou que há um posto em Tilcara ( 25km adiante da entrada a Purmamarca)  que sempre tem Gasolina porque é fundamental para quem vem da Bolivia. Vamos lá...

Quebrada é como chamam vales íngremes ou ravinas, e a  Humahuaca é importante, com 135 km de extensão, levando a Ruta 9 quase até a Bolivia, cheia de vilas e algumas atrações turísticas... declarada patrimônio pela Unesco.

No início da Quebrada  a paisagem lembra Minas Gerais: Montanhas arredondadas,  vegetação rasteira e algumas florestas ralas com arvores pequenas... O que se chama de "rio" é um vale seco  e cheio de pedras. Isto transborda na primavera com o degelo das montanhas e glaciares, e destruiu várias vezes a ferrovia!!!

Não senti a ladeira, é uma subida moderada sempre seguindo o leito quase seco, percebo que a moto faz força e que as nuvens vão ficando mais baixas, temperatura cai dos 22 para 11...  eu nem reclamo: estou onde eu queria estar!

Mais umas curvas e passo por León (1.680m), por outro rio seco, por Volcán ( 2.000m)... depois Tumbaya (2.184m)

A partir da vila de Tumbaya a coisa começa a mudar: somem as árvores, a gramínea desparece e os picos ficam beeem mais agudos. 15 km depois e 300m mais alto chego à entrada para Purmamarca. 

Passo direto a entrada e vou a Tilcara atrás da rara gasolina.

O caminho sobe pela Quebrada de Humahuaca sentido N, pelo lado esquerdo da quebrada. É muito muito bonito. Como a altitude cresce, as nuvens começam a rarear e consigo ver um pouco de céu azul. Ver céu azul sempre me deixa feliz e com sensação de que tudo vai dar certo.


A Quebrada de Humahuaca após a estrada para Purmamarca.
 No posto em Tilcara aconteceu algo que me deixou puto da vida. Encontro um grupo com 5 motos "tipo Harley". Cheios de malas mal arrumadas, tudo pendurado e caindo para os lados. O fato da desorganização que mostra total falta de planejamento não me incomodou. O que pegou mesmo foi que haviam aquelas antenas longas com a bandeira do brasil tremulando. Fui até eles comprimentá-los e dividir as experiencias de hoje etc.. 

Nem olharam nos meu olhos e nem me cumprimentaram!!

Amigos leitores: estávamos pra lá da PQP!!! Por que estavam em um grupo eles eram superiores ou imunes a qualquer imprevisto?  Se não querem ser abordados para que as bandeiras do Brasil?

Foi o máximo da indelicadeza.
Foi o máximo da falta de noção sobre onde e que estávamos todos fazendo.

Intí não gosta de gente arrogante...

Gasolina finalmente!!! O posto em Tilcara, com crianças curiosas.
Abaixo: Tilcara.



Retorno S, logo chego à entrada para W que vai ao Paso de Jama e ao destino de hoje: meu hotel em Purmamarca.

Entro em Purmamarca, nem procuro o hotel, paro em uma praça e desligo o motor. 

A imobilidade incomodaNas montanhas coloridas não existe mais vegetação... não sinto frio ( 9,5C)... sem vento....    a luz do céu é diferente... ar seco... as pessoas se movem devagar... ninguém repara em mim... silencio... não ha pressa pra nada: cheguei na terra do deus Sol!


891 km, 10:31 desde o hotel, 8:11 de movimento, 2.879 desde a minha casa...





















"The first condition of understanding a foreign country is to smell it." -Rudyard Kipling